quinta-feira, 12 de agosto de 2010

COVARDE, SERRA NÃO PULA NA GARUPA DE FHC, AFIRMA DILMA ROUSSEFF

Dilma ironizou o tucano: Serra tem medo de comparações entre o governo Lula e o de FHC


A ex-ministra Dilma Rousseff ironizou hoje, durante coletiva, a declaração do adversário José Serra de que o próximo presidente não pode governar na garupa. "Meu adversário tem medo enorme da comparação do governo FHC com Lula. Ele não pode estar na garupa do FHC porque seria até covardia" respondeu.Dilma falou com a imprensa após encontro oferecido pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) com empresários no sul catarinense.

A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando fez menção às afirmações feitas ontem pelo seu oponente José Serra em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Quando questionado sobre os elogios que tem feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano afirmou que não concorria com Lula, que pretende ‘corrigir e melhorar’ as ações do governo e emendou: "Não há presidente que possa governar da garupa".

Fonte: IG

PARA O THE ECONOMIST, DILMA HERDARÁ DE LULA A PRESIDÊNCIA


Dilma Rousseff caminha para herdar a Presidência de Lula, enquanto José Serra encontra dificuldades na campanha eleitoral contra uma novata política. Essa é a avaliação da disputa para a Presidência do Brasil na visão da revista britânica The Economist.

Em artigo desta semana, a publicação diz que o candidato do PSDB, teoricamente, deveria estar apto a vencer as eleições sem esforço, pois coleciona diversos cargos numa carreira longa e bem-sucedida, incluindo a prefeitura e governo de São Paulo. Além disso, disputa com uma "conselheira e burocrata que era quase desconhecida há apenas alguns anos e que nunca antes disputou, muito menos venceu, uma eleição".

No entanto, Serra está atrás de Dilma nas pesquisas, em diferenças que variam de cinco a dez pontos porcentuais. "O problema não é de apresentação, embora Serra pareça insípido, a não ser quando sorri, aí ele parece pavoroso", diz a Economist. Dilma não é carismática, avalia a revista, e "tem uma fraqueza por dar respostas de meia hora para perguntas de uma linha".

Na visão da revista, a dificuldade de Serra vem do fato de Dilma ser a sucessora de Lula, que possui elevado nível de aprovação. O candidato do PSDB decidiu que atacar um presidente popular não traria muitos votos. Por isso, discorda da candidata do PT em alguns pontos, como política externa e o papel do Estado na economia, mas se sentiu obrigado a prometer que continuará com alguns programas de Lula, como o Bolsa Família.

Na avaliação da Economist, a liderança de Dilma não é irredutível e Serra ainda pode ter chances num segundo turno. "E no Brasil há sempre a possibilidade de um escândalo ou um erro grave." No entanto, Dilma ainda tem votos a captar pelo fato de ser a candidata de Lula. Além disso, terá mais tempo na propaganda eleitoral que começa no dia 17 de agosto. "Essa vantagem pode acabar sendo decisiva", observa a Economist.

Fonte: Agência Estado


PROGRAMA ELEITORAL: PT TERÁ 3 MINUTOS A MAIS QUE O PSDB


A coligação “Para o Brasil seguir mudando”, da candidata do PT à Presidência, Dilma Rouseff, terá 10 minutos e 38 segundos de cada um dos dois blocos de 25 minutos do horário eleitoral gratuito que irá ao ar a partir do próximo dia 17, terça-feira, na TV e no Rádio.

O horário eleitoral funciona como uma espécie de vitrine dos presidenciáveis para o eleitorado, que se informa, na maioria, por meio da TV e do Rádio. As inserções ocorrerão sempre às terças, quintas e sábados até 30 de setembro. O tempo de TV e Rádio de cada coligação foi divulgado nesta quinta-feira, 12, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

José Serra (PSDB), da coligação “O Brasil Pode Mais”, ficou com o segundo maior tempo do horário: sete minutos e 18 segundos. Marina Silva, do PV, terá um minuto e 23 segundos. O PSOL, do candidato Plínio de Arruda Sampaio, terá um minuto e um segundo.

Os demais cinco candidatos à Presidência terão 55 segundos de tempo na TV e no Rádio. São eles: Rui Costa Pimenta (PCO), José Maria de Almeida (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Ivan Pinheiro (PCB).

A ordem de aparição dos candidatos no horário eleitoral foi definida por sorteio, no início do mês, pelo Tribunal Superior Eleitoral, e ficou assim, seguindo do primeiro ao último: José Serra, Plínio de Arruda Sampaio, Rui Costa Pimenta, José Maria de Almeida, Dilma Rousseff, José Maria Eymael, Levi Fidelix, Marina Silva e Ivan Pinheiro.


Fonte: Estadão

terça-feira, 10 de agosto de 2010

UAI, OXENTE, SERRA SÓ ENTENDE O PAULISTÊS


Deu no Tijolaço
DILMA AFIRMA QUE É EXPERIENTE

 Dilma no JN


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, rechaçou nesta segunda-feira as acusações de que é inexperiente para governar o Brasil e destacou sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, a ex-ministra da Casa Civil procurou minimizar a fama de "durona" e comentários --inclusive do próprio presidente-- de que chegou a maltratar ex-colegas de governo.

"Me considero preparada para governar o Brasil... conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas", afirmou Dilma, acrescentando que tem experiência administrativa suficiente porque ocupou "o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal".

"Fui o braço direito e esquerdo dele (Lula) nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce e distribui renda e que as pessoas têm, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida."

Em resposta aos questionamentos sobre seu temperamento, a ex-ministra alegou que se esforçava para o governo alcançar metas.

"Sou uma pessoa firme. Acho que, em relação aos problemas do povo brasileiro, eu não vacilo", acrescentou.

Na defensiva na maior parte da entrevista, Dilma buscou justificar as alianças com antigos adversários do PT e o desempenho do governo Lula na economia e em setores como o de saneamento básico.

Para Dilma, por falta de experiência administrativa anterior, o PT só descobriu, nos últimos anos, que precisava de aliados para governar o país.

Assim, argumentou, a legenda aceitou o apoio de antigos adversários, como os ex-presidentes e atuais senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), além do deputado Jader Barbalho (PMDB-AP).

"Quem nos apoia, aceitando os nossos princípios e as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para outro patamar", afirmou.

ECONOMIA

A candidata disse que o crescimento do país é menor do que outras economias emergentes e nações vizinhas por conta da situação que o governo Lula herdou de administrações anteriores.

Segundo ela, o Brasil saiu de um estado de "paralisia, desemprego e estagnação" em que havia perdido a "cultura do investimento" e não tinha a inflação sob controle, e, agora, vive uma situação de "prosperidade".

"Tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar", destacou.

Assegurando que não trata movimentos sociais a cacetete, mas não aceita ilegalidades, ela também lembrou que o Brasil sofreu menos os efeitos da crise financeira internacional do que outros países.

"Meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula, mas não é repetir. É avançar e aprofundar, é basicamente esse olhar social."

INFRAESTRUTURA

Mais tarde, em entrevista ao Jornal das Dez, do canal de televisão a cabo Globo News, Dilma rebateu críticas sobre gargalos de infraestrutura.

Ela culpou a falta de investimentos nos últimos 20 anos, mas reconheceu que as obras nos aeroportos deveriam ocorrer de uma forma mais acelerada.

"Não estou contente também com o ritmo das obras. Acho que elas têm que ser muito mais céleres."

Para resolver o problema, disse, seu governo abriria o capital da Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, e criaria um marco regulatório para a participação da iniciativa privada no setor.

"Primeiro se abre o capital, cria-se uma gestão profissional na Infraero."

Trocando palavras em algumas respostas, ela reafirmou sua posição de defesa à indicação política para cargos públicos, desde que respeitados critérios técnicos. A ex-ministra também assegurou que defenderá o meio ambiente.

"Não concordo com conivência com o desmatamento nem leniência e flexibilidade com desmatadores", destacou.

Perguntada se sua política externa manteria relações com países acusados de desrespeitar a democracia e os direitos humanos, como Irã, Cuba e Venezuela, a candidata governista disse que defenderá a paz, o diálogo e a integração da América Latina.

"Acho que tem países em que há problemas em relação a direitos humanos", afirmou, sem citar as nações.

Fonte: Reuters

PRESIDENTE LULA QUER AGILIDADE NAS LICENÇAS AMBIENTAIS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta terça-feira dos ministros uma proposta de reformulação dos procedimentos internos do governo para agilizar a liberação de licenças ambientais, afirmou o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Segundo o ministro, Lula fez o pedido naquela que deve ser sua penúltima reunião ministerial. Setores do governo e do empresariado culpam a demora na liberação de licenças ambientais pelas dificuldades em acelerar a execução de obras de infraestrutura.

"Até setembro ele quer um conjunto de revisão de procedimentos internos dos órgãos envolvidos para que a gente acelere o processo de licenciamento ambiental", afirmou Padilha a jornalistas após o encontro.

Esta é a vigésima sexta reunião deste tipo e Lula disse que fará mais uma antes de seu governo acabar, em dezembro. Neste ano, é a terceira vez que o presidente reúne toda sua equipe.

De acordo com o ministro de Relações Institucionais, o presidente informou ainda que pretende enviar ao Congresso até o fim do ano propostas de marcos regulatórios para o setor de mineração e os meios de comunicação. Quer também concluir a regulamentação de todos os marcos regulatórios já aprovados e que carecem de regras complementares para entrarem em vigor, como a nova lei de resíduos sólidos.

HORA DA COLHEITA

Lula também exigiu empenho dos ministros nos meses finais do governo. "Ele quer entregar tudo aquilo que ele se comprometeu e plantou... não é hora de inventar novas ações", explicou Padilha.

O presidente destacou a Casa Civil para monitorar o desempenho dos ministérios e informou que também se dedicará pessoalmente à iniciativa.

Ele elencou como prioridades a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ações nas áreas de educação, inovação tecnológica industrial e agrícola, saúde e o plano de investimentos da Petrobras, disse Padilha.

"Não falta dinheiro para acelerar as obras do PAC."

No front externo, Lula disse aos ministros que pretende trabalhar na presidência temporária do Mercosul para consolidar o bloco.

Além de Lula e do vice-presidente da República, José Alencar, todos os ministérios ou órgãos com esse status tinham representantes na reunião. Apenas o Ministério das Comunicações, a Secretaria de Direitos Humanos, e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência enviaram os ministros interinos.

Fonte: Reuters

EMPREGO INDUSTRIAL: MAIOR ALTA EM 9 ANOS


O emprego industrial mostrou alta de 4,9% em junho ante mesmo mês do ano passado, quinta taxa consecutiva e a mais elevada desde o início da série histórica, em janeiro de 2001, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 10, em sua Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes). Apesar disso, o dado ainda não recuperou o patamar do cenário pré-crise global, iniciada em 2008.

"Se compararmos o nível de ocupação em junho deste ano com o registrado em setembro de 2008, o emprego industrial foi 2,5% inferior, em junho de 2010", ressalta o economista da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo. Em junho ante maio, o emprego industrial mostrou avanço de 0,5%.

Outro ponto destacado por Macedo foi o uso de uma base de comparação baixa, referente ao ano de 2009, época em que a indústria sentiu os efeitos mais agudos da crise global. "Temos, é claro, o uso de uma base de comparação baixa, referente ao ano passado; mas se observarmos o índice de média móvel trimestral de junho (usado para mensurar tendências), o emprego industrial tem mostrado trajetória de recuperação desde julho de 2009", comentou.

Na análise do IBGE por setores, Macedo observou que as indústrias que puxaram para cima o emprego industrial em junho estão entre as que mais sofreram com a crise global iniciada em 2008. "Estas indústrias, como as de máquinas e equipamentos, apresentaram recentemente bons desempenhos de produção industrial, e isso se refletiu no emprego", comentou.

São Paulo, que representa em torno de 35% do emprego industrial no País e cerca de 40% do parque industrial brasileiro, foi o local que mais impulsionou os aumentos no pessoal ocupado da indústria em junho, em todas as comparações. "O peso de São Paulo foi muito expressivo em junho, e o bom desempenho do local acabou favorecendo o cenário nacional", disse.

Sobre as perspectivas do emprego industrial para os próximos meses, o economista foi cauteloso e lembrou que o IBGE não faz previsões. "Vamos aguardar os próximos resultados da produção industrial para saber como o mercado de trabalho [na indústria] vai reagir", afirmou.

Fonte: Agência Estado