terça-feira, 14 de setembro de 2010

ERENICE GUERRA CHAMA SERRA DE DERROTADO E A REVISTA VEJA DE MENTIROSA


NOTA Á IMPRENSA


1.Encaminhei aos Ministros Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, e Luis Paulo Teles, da Justiça, ofícios em que solicito que se procedam todas as investigações necessárias no sentido de apurar rigorosamente os fatos relatados em matéria publicada pela revista Veja, em sua edição mais recente, e que envolvem tanto minha conduta administrativa quanto a de familiares meus.


2.Espero celeridade e creio na exação e competência das autoridades às quais solicitei tais apurações.


3.Reafirmo ser fundamental defender-me de forma aberta e transparente das mentiras assacadas pela revista Veja. E assim o faço diante daquela que já é a mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira.


4.Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística.


5.Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um “fato novo” que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado.


6.Pois o fato novo está criado e diante dos olhos da Nação: é minha disposição inabalável de enfrentar a mentira com a força da verdade e resoluta fé na Justiça de meu país, sem medo e sem ódio.

Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
14 de Setembro de 2010

PROGRAMA DE GOVERNO DO PSDB

SERRA É RECORDISTA EM REJEIÇÃO


Pesquisa CNT/Sensus: Dilma 50,5% x Serra 26,4%

Governo Lula: aprovação recorde, 78,4%.

José Serra: rejeição recorde, 41,3%

QUANDO A ASCENSÃO SOCIAL CAUSA MEDO E PERPLEXIDADE

Excelente reflexão feita por Luiz Carlos Azenha

Há, por toda parte, da direita à esquerda, uma certa perplexidade. Intelectuais à esquerda e à direita se debruçam sobre a campanha eleitoral com uma ponta de saudosismo em relação ao passado e desprezo pela aparente despolitização do eleitorado. O domínio do marketing, a presença do Tiririca e a influência de Lula são apontados como sinais de que a democracia brasileira está às vésperas de um naufrágio.

Em um caderno especial, “Desafios do Novo Presidente”, o Estadão exibe sua saudade de um tempo em que ainda era possível controlar o protagonismo das multidões para negociar, por cima, uma “solução política”. Foi assim no movimento das Diretas Já! , em que o vozerio das ruas foi instrumentalizado para buscar uma democracia “de bastidores”. “Democracia à brasileira”, anuncia o Estadão, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da foto. Se tivesse escolhido uma imagem da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, não seria, naturalmente, o Estadão, embora a greve tenha sido o golpe que de fato chacoalhou o regime militar.

Na Folha, um colunista identificou no Tiririca o símbolo de tudo o que há de errado com a política brasileira. Ele se esqueceu que a despolitização é herança da cidadania negada e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem a prévias internas para a escolha do candidato a presidente. O dedaço, como se sabe, é um mal apenas quando praticado pelo atual presidente da República, nunca quando se dá em um apartamento de Higienópolis. Politização exige engajamento. A amnésia do colunista se estende à campanha movida contra as tênues tentativas do governo Lula de promover a cidadania política, através das conferências nacionais e do Plano Nacional de Direitos Humanos, campanha da qual fez parte… a Folha.

O Globo de domingo gastou uma página inteira de papel e tinta para falar em Vazio de ideias, por que a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta da campanha eleitoral. Na página, o poeta Claufe Rodrigues prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que ele sonha com o voto censitário? O jornalista Eugenio Bucci trata como “discurso autoritário” a propaganda eleitoral de Dilma Rousseff que dá ênfase à ascensão social (‘”pusemos” não sei quantos brasileiros na classe média’). O sociólogo Bernardo Sorj fala em “massa apática”, sustentada pela “classe média pagadora, que se preocupa com problemas como liberdade de expressão, transparência do Estado e corrupção”.

Curiosamente, as pílulas de O Globo revelam mais sobre os entrevistados do que sobre a população brasileira, os eleitores brasileiros e a conjuntura política e econômica do Brasil. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e a falta de reflexão que eles, os entrevistados, preferem atribuir — como sempre — “aos outros”.

Infelizmente, pouca gente tem se dedicado até agora a estudar a erupção política de milhões de brasileiros como resultado da ascensão social que eles viveram nos últimos anos. O fenômeno, em números, foi retratado mais recentemente no estudo A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, da Fundação Getúlio Vargas. Do ponto de vista da ciência política, foi estudado por André Singer, em Raízes sociais e ideológicas do Lulismo.

Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos. Para além do golpismo, no entanto, está a perplexidade de classe — e aqui localizamos a esquina onde se encontram direitistas e esquerdistas (alguns, pelo menos). O Brasil é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenômeno que vai influenciar as eleições brasileiras a longo prazo representa uma ameaça a essa sociedade, em que as “ideias” políticas, de comportamento e de consumo “vertem” dos ungidos em direção às massas.

Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação.

Perplexos, os que se acreditam mantenedores de nossa ordem hierarquizada confundem sua irrelevância com a decadência definitiva da democracia brasileira. É um jeito elegante de dizer que eles sentem desprezo pelos pobres.


Fonte: viomundo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ENQUANTO DILMA AVANÇA, SERRA AFUNDA NAS PESQUISAS

Dilma subiu mais um ponto no tracking Vox Populi/Band/IG, aferido hoje, e Serra caiu um, aumentando a diferença entre eles para 32 pontos percentuais. Dilma tem agora 54% das intenções de voto, contra 22% do tucano.

Assim como Serra, Marina também caiu um ponto, e está agora com 8%. Brancos e nulos são 4% e os indecisos somam 11%.

Considerando os votos válidos, Dilma venceria a eleição no primeiro turno, com 63,53%, contra 25,88% de Serra. Marina teria 9,41% dos votos.

O tracking Vox Populi/Band/IG vem sendo feito diariamente desde o dia 1 de setembro, com uma amostra de 2000 entrevistas. A cada dia, são realizadas 500 novas entrevistas, o que renova totalmente a base após quatro dias.

PS: Detalhamento divulgado pelo IG diz que Dilma lidera em todas as regiões do país, com melhor desempenho no Nordeste, onde tem 74% das intenções de voto contra 14% de Serra. Na pesquisa espontânea, Dilma tem 44% contra 17% do tucano.

Fonte: Tijolaço

SERRA SAI DERROTADO DO DEBATE


Na opinião de um grupo de 25 pessoas que analisaram o debate, Marina Silva (PV) se saiu melhor, seguida de perto por Dilma Rousseff (PT). Já Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que protagonizou os melhores momentos, recebeu porém a pior avaliação.

Das 25 pessoas, Marina foi a melhor para 10, e Dilma, para 9. Plínio foi o pior para 13. O debate serviu para definir votos: os indecisos eram 14 antes do embate, mas, ao final, restava apenas um.

Dilma foi quem conquistou mais votos: ela começou o debate com 4 eleitores e terminou com 10. Marina começou com 3 e ao final tinha 7.

José Serra (PSDB), que foi o melhor para só duas pessoas, perdeu um de seus eleitores: tinha 4 e acabou com 3. Plínio, que começou sem nenhum eleitor, acabou com 4.

No primeiro bloco, Marina teve o melhor desempenho (segundo 9 pessoas), seguida de Plínio (6). Serra e Dilma tiveram 3 citações cada um.

Já no segundo bloco Dilma foi a mais bem avaliada (8 indicações), contra 4 de Marina, 3 de Serra e 2 de Plínio. A dureza com que Dilma rebateu acusações sobre a quebra de sigilo foi bem recebida. Essa discussão dominou o bloco, mas o grupo não avaliou bem as declarações de Serra.

O terceiro bloco, quando Dilma e Serra se atacaram diretamente, não foi bem recebido pelo grupo: a troca de farpas entre a petista e o tucano teve média abaixo de 60 no “índice de gostabilidade”: “Eles estão lavando roupa suja”, disse um avaliador.

Os vencedores do bloco foram Marina (7 indicações) e Plínio (6). Plínio se destacou ao ironizar a compra de navios pela Petrobras e a “Bolsa Banqueiro”, e Marina, ao falar de desastres naturais.

No quarto bloco Dilma e Serra empataram: 7 menções cada um. Marina e Plínio tiveram 3. A resposta de Dilma sobre o caso da Receita não animou o grupo, mas Serra também não entusiasmou ao falar do uso da imagem de Lula no seu programa.

Dilma e Serra venceram o quinto bloco. Marina não se saiu bem ao questionar Dilma sobre o escândalo da Receita, que não é bem visto pelas 25 pessoas do grupo.

O pior momento de Dilma em todo o debate ocorreu quando ela disse que pretendia continuar o que o governo Lula fez em saneamento.

As considerações finais foram mal recebidas quando trataram de temas pessoais e bem avaliadas quando tratavam de temas nacionais.

Dilma, quando falou do neto Gabriel, teve avaliação média abaixo de 50. Seu desempenho melhorou quando começou a falar sobre o país.

A fala de Marina sobre segundo turno e sobre ética chegou a ter média de 75.

Ao pedir votos para outros candidatos de seu partido, Plínio fez sua avaliação cair de 60 para abaixo de 50. A fala de Serra, mais propositiva, foi bem recebida, com índice perto de 65.

Fonte: Folha.com

MEU NOME É DESESPERO


Nos momentos que antecedem a eleição de 2010 para a presidência da República, a cúpula do PSDB, partido em ampla desvantagem em todos os institutos de pesquisas, decidiu utilizar-se dos mais variados golpes baixos numa sucessão presidencial. Apoiado diretamente pela grande mídia do país, o candidato do PSDB, José Serra, vem de forma deliberada e constantemente acusando, sem provas, a candidata apoiada pelo governo, Dilma Rousseff. A situação de Serra se torna pior pois esta poderá ser a sua última tentativa de chegar ao seu tão sonhado troféu, a presidência do Brasil. Vendo-se cada vez mais rejeitado pela população, o candidato do PSDB se utiliza dos factóides expostos pela revista Veja, Folha de São Paulo e Estadão para acusar Dilma Rousseff de promover quebra de sigilo. Além disso, a revista Veja, disposta a não perder as regalias (diga-se contratos) que o PSDB sempre a agraciou, lança agora de maneira caluniosa uma falsa acusação sobre a chefe da casa civil, Erenice Guerra. O que se vê, em verdade, é a falência de um partido e de um conglomerado midiático que se perde ao não oferecer mais uma nova possibilidade de leitura ao novo público que busca, na Internet, novas referências. Perdidos, mídia e PSDB não tem outra solução que plantar e alimentar factóides, além de denegrir a imagem de pessoas, pouco importando o resultado. Lamentavelmente esta é a mídia que temos. Que estas eleições sirvam para desinfetar a nossa imprensa deste câncer que a acomete. Quanto ao PSDB, o que podemos esperar é que o IBAMA salve os tucanos da extinção, afinal a oposição responsável é imprescindível na democracia.