quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

VAREJO REAGE RÁPIDO E REDUZ IPI

Algumas horas depois do anúncio feito pelo governo de medidas de redução de impostos sobre eletrodomésticos da linha branca, como geladeiras e fogões, os sites das maiores redes do varejo do País já estampam comerciais com preços menores dos produtos. A concorrência acirrada entre as companhias no primeiro dia do mês do Natal demonstra que o comércio tentará agarrar a oportunidade para ampliar as vendas ao máximo na melhor data do ano para o setor. 

A reação imediata do varejo às medidas já tinha sido adiantada hoje também pela empresária Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza. Segundo ela, o setor sairá com uma forte campanha no próximo fim de semana para divulgar a redução do IPI. Luiza disse, inclusive, que a atuação de marketing do comércio foi acertada na reunião dos empresários com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, realizada momentos antes do anúncio.

No Ponto Frio, por exemplo, um banner indica para os consumidores virtuais a lista dos produtos que teriam seus preços reduzidos por conta das alíquotas menores. O mesmo pode ser verificado no site da rede de supermercados Extra. O Walmart fez questão de enfatizar em sua propaganda: "Saímos na frente com descontos de até 20% em eletrodomésticos". No site do Ricardo Eletro, o convite está direto: "Aqui a redução do IPI já começou. Aproveite!" 

As reduções do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para os produtos eletrodomésticos da linha branca são: fogão, que passa de 4% para zero; geladeira, de 15% para 5%; máquina de lavar, de 20% para 10%, e tanquinhos, de 10% para zero. Conforme o próprio ministro, a diminuição já vale para os produtos que estão nas lojas hoje. As medidas ficarão em vigor até 31 de março de 2012. 

Para que o varejo possa se beneficiar das medidas, conforme o Diário Oficial da União (DOU), os comerciantes com produtos em estoque com IPI maior do que o que vale a partir de agora terão de fazer uma operação de troca das notas fiscais, conhecida como saída ou devolução "ficta", de fictícia. O produto segue no estoque do lojista e não precisa ser devolvido efetivamente.

Para conseguir esse benefício, o atacadista ou varejista deve "registrar a devolução do produto em seu estoque, efetuando os registros fiscais e contábeis" para os fabricantes, segundo o decreto. Para isso, será necessário emitir uma nota fiscal de devolução com a expressão "Nota Fiscal emitida nos termos do art. 3º do Decreto nº 7.631, de 1º de dezembro de 2011".

Depois de receber o documento, o fabricante reemite nova nota fiscal com a mesma expressão e devolve o documento ao lojista. Dessa forma, com a nova nota, o atacadista e o varejista já terão um produto com o imposto menor e poderão repassar o benefício ao cliente.

Fonte: Agência Estado

PERCEPÇÃO DE CORRUPÇÃO NO BRASIL É ALTA

A nota do Brasil no Índice de Percepção de Corrupção, divulgado nesta quarta-feira pela ONG Transparência Internacional, evoluiu ligeiramente, de 3,7 para 3,8, na comparação com o ano passado.

A nota, no entanto, ainda é baixa na escala que vai de 0 (muito corrupto) a 10 (muito limpo). Apesar da leve melhora, o Brasil caiu na listagem, de 69º lugar em 2010 para 73º lugar neste ano, entre os 182 países pesquisados.

A queda no índice se explica pela melhora mais acentuada de outros países no último ano e pela entrada de outros na medição, como as Bahamas e Santa Lúcia, cuja colocação é melhor que a brasileira.

Na escala de 0 a 10, o Brasil obteve nota 3,8, ficando em 73º lugar entre os 182 países pesquisados pela organização Transparência internacional. A situação é praticamente estável em relação à lista do ano passado, quando o país obteve nota 3,7, ficando em 69º lugar.

O país mais bem colocado no ranking geral é a Nova Zelândia (9,5), seguida pela Dinamarca (9,4). Nos últimos lugares estão Somália e Coreia do Norte (ambos com 1,0).

Para o mexicano Alejandro Salas, diretor da Transparência Internacional para as Américas, a situação do Brasil é "estável" e deve servir como alerta para o país avançar no ranking, já que a nota brasileira ainda reflete uma grande percepção de corrupção.

Segundo ele, países como o Brasil e a Colômbia têm avançado muito no índice nos últimos dez anos, mas ainda é preciso melhorar.

"No Brasil, fala-se que há uma tolerância sobre corrupção. Eu vejo que às vezes o tema é colocado em segundo plano, dentro de um contexto de muito otimismo dos brasileiros em relação ao crescimento econômico e do novo papel que o país ocupa no mundo. Por outro lado, há iniciativas muito importantes da sociedade, como a lei da Ficha Lima", diz.
Metodologia

O índice é construído com base em dados de 13 instituições, como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial, que medem a percepção entre empresários, investidores e a população.

Salas explica que não é possível mensurar o nível de corrupção em si, uma vez que apenas parte das irregularidades veem à tona por meio de escândalos na imprensa, por exemplo.

São consideradas na medição propina a autoridades, desvio de dinheiro público e a efetividade das lei anticorrupção no país.

No levantamento, dois terços de todos os países tiveram pontuação abaixo de cinco, o que indica alta percepção de corrupção nestes lugares.

Apesar das denúncias de corrupção no governo Dilma Rousseff e da saída de cinco ministros sob suspeitas de irregularidades, o índice praticamente não reflete variações na percepção de corrupção.

Segundo Salas, “o índice é feito principalmente a partir de pesquisa com empresários e investidores, sobre a relação do setor privado com o setor público”, que não necessariamente reflete mudanças na cúpula governamental.

"Se fizéssemos uma pesquisa diretamente junto à população, a percepção seria maior", disse.

América Latina

Apesar de estar no mesmo patamar da maioria dos países latino-americanos, a percepção da corrupção do Brasil é bem maior do que em vizinhos como o Chile (7,2, em 22º lugar) ou o Uruguai (7,0, em 25º lugar).

Segundo Salas, a boa performance do Chile se dá por um histórico de instituições fortes e respeitadas. "Eles têm uma Justiça profissional, com juízes de alta qualidade, e a polícia é respeitada pela população", diz.

"Em países como o México e o Brasil, temos instituições modernas e muita inovação. Há um setor privado que joga sob as regras interacionais. Ao mesmo tempo, temos outras instituições muito frágeis e práticas de décadas atrás, como a compra de votos e a distribuição de cargos públicos para parentes", diz.

No relatório, a Transparência Internacional ressalta que os protestos que vêm ocorrendo ao redor do mundo, em boa parte impulsionados pelo alto nível de corrupção, mostram a necessidade de os governos serem mais transparentes.

Na região, os países piores colocados são o Haiti (1,8, em 175º) e a Venezuela (1,9, em 173º).

O Brasil também é o país com a menor percepção de corrupção entres as quatro potências emergentes que formam originalmente o Bric (com Rússia, Índia e China).

O acrônimo pensando em 2001 pelo economista britânico Jim O’Neill, do banco Goldman Sachs, acabou virando um fórum institucionalizado, com a adesão da África do Sul no último ano (chamado então de Brics).

A situação do Brasil é melhor que a da China (3,6, em 75º lugar), Índia (3,1, em 95º) e Rússia, (2,4, em 173º).

"Mas o Brasil não deve se orgulhar por isso. Deve ver que há muito a avançar para alcançar o nível dos países desenvolvidos", alerta Salas.

Fonte: BBC Brasil

VERMES PODEM SER A CHAVE PARA SE VIVER EM MARTE

O astrofísico Stephen Hawking sempre disse que se a humanidade quiser sobreviver, vai precisar aprender a colonizar o espaço. Mas, pensando em nossa frágil saúde, fica a questão: será que o corpo humano está à altura deste desafio?

De acordo com cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, o verme microscópico Caenorhabditis elegans (C. elegans) poderia nos ajudar a descobrir como lidar com o longo tempo necessário em uma exploração espacial. Biologicamente muito semelhante ao ser humano, o C. elegans tem 20 mil genes que desempenham as mesmas funções em nosso corpo, entre outras características.

Em um estudo publicado nesta quarta, 30, na revista 'Interface', da Royal Society, os pesquisadores mostram que, no espaço, o C. elegans se desenvolve a partir do ovo à idade adulta e se reproduz da mesma maneira que na Terra. Ou seja, um sistema experimental de baixo custo que seria de grande importância na hora de investigar os efeitos da longa duração causados pela exploração do espaço - a começar por Marte, nosso alvo mais próximo.

Em dezembro de 2006, uma equipe de cientistas liderada pelo Dr. Nathaniel Szewczyk, da Divisão de Fisiologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, enviou 4 mil vermes C. elegans para o espaço a bordo do ônibus espacial Discovery. O objetivo era monitorar o efeito da órbita terrestre baixa em 12 gerações de C. elegans durante os três primeiros meses da viagem de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Segundo os cientistas, esse primeiro teste foi um sucesso.

'Um bom número de cientistas concorda que poderíamos colonizar outros planetas. Isso pode até soar como ficção científica, mas é um fato que se a humanidade quiser evitar a ordem natural de extinção, terá de encontrar formas de viver em outros planetas', disse o Dr. Szewczyk. 'Felizmente, a maioria das agências espaciais do mundo estão comprometidas com esse objetivo comum', explica.

De acordo com o cientista, muitas das mudanças biológicas que acontecem durante os voos espaciais afetam humanos e vermes da mesma forma. 'Conseguimos mostrar que os vermes podem crescer e se reproduzir no espaço durante tempo suficiente de chegar a outro planeta, e nós podemos monitorar remotamente a saúde deles', afirma o Dr. Szewczyk. Por conta disso, o C. elegans tem se mostrado uma opção rentável para descobrir e estudar os efeitos biológicos das missões no espaço profundo, sendo a primeira delas Marte.

'Os vermes nos permitem detectar alterações no crescimento, desenvolvimento, reprodução e comportamento em resposta às diferentes condições ambientais', diz o pesquisador. 'Nossa meta agora é entender e estudar, remotamente, como esse animal pode crescer em outro planeta. Mas ainda enfrentamos desafios complexos, como a exposição à radiação e a deterioração músculo-esquelética', explica.

A missão espacial de 2006 levando os C. elegans foi seguida de uma outra, em novembro de 2009. Juntas, as duas missões trouxeram informações importantes para a pesquisa sobre a sobrevivência dos vermes no espaço.

Fonte: Estadão

COPOM CORTA JUROS DA SELIC PARA 11% AO ANO

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu hoje, por unanimidade, cortar a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual para 11% ao ano. Com isso, manteve o ritmo de queda do juro básico da economia iniciado em agosto, quando a taxa havia sido reduzida em 0,5 ponto porcentual.

A decisão de hoje ficou em linha com a previsão da maior parte dos analistas financeiros. De acordo com levantamento do AE Projeções, serviço da Agência Estado, de 71 instituições financeiras consultadas, 70 esperavam uma queda de 0,5 ponto porcentual, e uma apostava em corte de 1 ponto porcentual.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de janeiro. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 8 de dezembro.

Fonte: Estadão

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BANCOS CENTRAIS ADOTAM MEDIDAS CONTRA A CRISE

Os bancos centrais das principais economias desenvolvidas informaram nesta quarta-feira que tomarão medidas coordenadas para impedir a falta de liquidez no sistema financeiro global.

O Federal Reserve, o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais de Canadá, Grã-Bretanha, Japão e Suíça informaram, em comunicado conjunto, que concordaram em reduzir o custo das linhas existentes de swap de dólar em 0,50 ponto percentual a partir de 5 de dezembro, além de outras medidas. A medida serve para facilitar o crédito, injetando dinheiro no mercado.

Outras medidas incluem oferecer acordos bilaterais de swap entre os BCs, para que qualquer banco possa acessar liquidez adicional em suas próprias moedas se necessário. Os acordos de swap valem até 1o de fevereiro de 2013.

Nos Estados Unidos, o Fed observou que os bancos não estão tendo dificuldade agora para obter financiamento de curto prazo. Porém, se as condições piorarem, o Fed informou que tem "uma série de ferramentas disponíveis" para usar como suporte e que elas serão utilizadas de acordo com o necessário.

A surpreendente ação coordenada dos BCs tem o objetivo de impedir que os mercados financeiros globais sejam pressionados de forma que leve a escassez de crédito.

"A proposta dessas ações é aliviar restrições nos mercados financeiros e, por meio disso, mitigar os efeitos de tais restrições sobre a oferta de crédito a consumidores e empresas, ajudando, assim, a fomentar a atividade econômica", informaram os BCs. 

Fonte: Reuters

CRÉDITO IMOBILIÁRIO DO BANCO DO BRASIL CHEGA AOS R$ 7 BILHÕES

A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil (BB) atingiu R$ 7,02 bilhões no dia 25 de novembro. O volume representa um aumento de 105% em relação ao registrado em dezembro de 2010 (R$ 3,42 bi), de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira pela instituição.

Os financiamentos destinados a pessoas físicas são os principais componentes da carteira de crédito imobiliário, com o montante de R$ 5,56 bilhões em novembro, um salto de 89% no período analisado. Já o volume destinado a pessoas jurídicas atingiu R$ 1,46 bilhão, alta de 209%.

Em nota, o Banco do Brasil informou que, para o próximo ano, deverá ser mantido o ritmo crescente de contratações e liberações de operações. Dessa forma, a perspectiva é de que a carteira de crédito imobiliário atinja R$ 13,5 bilhões até dezembro de 2012.

O banco também estima que chegará a 97 mil unidades habitacionais financiadas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida até o final de 2012. Para a faixa 1 do programa, destinado a famílias com renda bruta até R$ 1,6 mil, a previsão é de que o BB comece a financiar imóveis enquadrados nessa faixa a partir de 2 de janeiro.

O Banco do Brasil iniciou as operações de crédito imobiliário em junho de 2008 e, hoje, ocupa a 5º posição em participação do mercado, com uma fatia de 3%. O líder do setor é a Caixa Econômica Federal.

Fonte: Agência Estado

PRESO, MARCELINHO PARAÍBA ALEGA INOCÊNCIA

O veterano meia Marcelinho Paraíba, do Sport, foi preso na madrugada desta quarta-feira, em Campina Grande (PB), sob a suspeita de tentativa de estupro. Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Zoccola, o jogador de 36 anos já prestou depoimento e alegou inocência. Marcelinho Paraíba foi detido em seu sítio, no bairro Nova Brasília, em Campina Grande, por volta das 5h.

A prisão ocorreu durante uma festa com cerca de 30 pessoas para comemorar o retorno do Sport à elite do futebol brasileiro - o time pernambucano conquistou o acesso no último sábado.

Foto: Futura Press
Marcelinho Paraíba é preso após acusação de estupro em seu sítio em Campina Grande

De acordo com o delegado, o jogador e mais três amigos foram detidos e levados para a 2ª Superintendência Regional da Polícia Civil. Marcelinho foi acusação de estupro, enquanto os outros três foram indiciados por crime de resistência e desacato.

Ainda de acordo com o delegado, a vítima, de 32 anos, acusou o jogador de beijá-la à força, puxando seu cabelo e até causando ferimentos na boca. Em seu depoimento, Marcelinho Paraíba afirmou que conversou e dançou com a mulher, mas negou ter forçado o beijo.

O jogador está preso na carceragem da delegacia e deve ser removido ainda hoje para o Presídio Regional Serrotão, também em Campina Grande. Os outros três acusados, após pagarem fiança de R$ 1 mil, serão soltos para responder o processo em liberdade. Segundo a assessoria de imprensa do Sport, Marcelinho Paraíba está em férias em Campina Grande e ainda não entrou em contato com o clube.

Fonte: IG