terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BRASIL TERÁ CENTRO DE TREINAMENTO DE CÃES-GUIA MANTIDO PELO GOVERNO FEDERAL

A partir do segundo semestre de 2012, deficientes visuais de todo o país contarão com um centro de treinadores de cães-guia mantido pelo governo federal. Em janeiro, o Instituto Federal Catarinense, no campus de Camboriú, começa a construir o centro, que deve treinar cinco profissionais por turma.

A meta é que cada aluno treine seis cães-guia, que depois serão encaminhados aos instrutores. Esses profissionais, responsáveis pela interação entre o animal e o deficiente visual, também deverão ser formados no centro.

O projeto começou a surgir há três anos, quando a coordenadora do projeto, Márcia Santos Souza, conheceu um professor deficiente visual. “Nas conversas com ele, pensamos em fazer o projeto. Começamos a plantar uma sementinha pequena que foi se modificando. E o governo federal comprou a ideia”, contou Márcia, que coordena o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas, ligado ao Instituto Federal Catarinense. Segundo ela, a meta é espalhar centros semelhantes em todas as regiões do país.

De acordo com Márcia, atualmente, existem outros centros de treinamento no Brasil, que surgiram por meio de iniciativas particulares de organizações não governamentais ou até do Corpo de Bombeiros de determinadas localidades.

“É uma experiência piloto, dentro do plano do governo federal para pessoas com deficiência. Será o primeiro centro de treinamento de cães com iniciativa do governo em toda a América do Sul", disse.

Apenas as raças labrador retriever e golden retriver podem ser treinadas para cães-guia. Passados 45 dias do nascimento, os filhotes são encaminhados a famílias que ficam responsáveis pela socialização do cachorro. “Eles são levados para shoppings, parques e até o trabalho. Fazem parte do dia a dia da família”, explicou Márcia.

Passada essa fase, os cães são levados para os centros de treinamento. E só ficam aos cuidados dos deficientes visuais depois de dois anos de iniciado o processo. “A parceria entre o cão e o deficiente é como um casamento. E, neste caso, os opostos não se atraem. Tem de ter
personalidade e estilo de vida iguais. É preciso juntar com harmonia para que a pessoa caminhe bem”, ressaltou a coordenadora do projeto.

As obras de construção do centro começam em 9 de janeiro e devem durar 150 dias. O custo total ficou em R$ 3,1 milhões.

Fonte: Agência Brasil

BANCO DO BRASIL AMPLIARÁ CONCESSÃO DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO EM 2012

O Banco do Brasil (BB) pretende reforçar a concessão de crédito imobiliário em 2012. O banco deve fechar 2011 com um estoque de R$ 7,7 bilhões em financiamento de imóveis, o que representa um aumento de 126% em relação aos R$ 3,4 bilhões de dezembro de 2010. Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Paulo Caffarelli, ainda existe uma margem de R$ 5 bilhões para aumentar esse valor com recursos da poupança, podendo passar de R$ 12 bilhões no próximo ano.

“Passamos muitos anos sem ter financiamento imobiliário e ainda temos margem para crescer”, disse Caffarelli, acrescentando que o país tem um déficit de 8 milhões de famílias sem casa própria. Com o crescimento acentuado, o BB conquistou a quinta posição em financiamento imobiliário no país, ultrapassando o HSBC, e atrás da Caixa Econômica, Itaú Unibanco, Santander e Bradesco. A expectativa é passar para a terceira posição até o fim de 2013.

Em 2011, o banco atingiu a marca de 57 milhões de clientes. Segundo Caffarelli, 18 milhões têm cadastro pré-aprovado, dos quais 13 milhões têm propensão a tomar crédito. No entanto, apenas 5 milhões tem operações com o BB.

Entre algumas razões para uma adesão ainda baixa estão a falta de informação sobre os programas e as taxas praticadas pelo banco e o atendimento. Para suprir essa questão, a estratégia estabelecida pelo banco é focar mais no relacionamento com seus atuais clientes, criando uma espécie de “fidelidade”. O foco não estará na aquisição de novos clientes.

“O crédito imobiliário é o maior produto fidelizador”, disse Caffarelli, explicando que ao adquirir um financiamento para a compra da casa própria o cliente chega a ficar mais de 20 anos ligado ao banco por uma única operação.

Além do crédito ao comprador, o vice-presidente disse que o banco também começa a ampliar a concessão de financiamentos a construtoras, que atualmente representam apenas 20% do valor operacionalizado. Segundo ele, 2,3 mil construtoras já estão cadastradas e 800 têm limite de crédito. Para justificar o potencial de aumento dos empréstimos nessa área, Cafarrelli diz que o banco tem mostrado aos clientes “agilidade e velocidade na liberação de crédito imobiliário”. 

Fonte: Agência Brasil

CHINA TESTA NOVO GPS

A China deu mais um passo nesta terça-feira para encerrar sua dependência dos satélites norte-americanos para serviços de navegação e posicionamento, ao iniciar um teste operacional do sistema Beidou, desenvolvido em território chinês.

Ran Chengqi, porta-voz do novo sistema, disse a jornalistas que o Beidou --ou "Ursa Maior"-- cobrirá a maior parte da região Ásia-Pacífico em 2012 e, a partir de 2020, terá alcance mundial.

Dez satélites já foram lançados para formar a rede Beidou, e a previsão é que outros seis sejam lançados no próximo ano, segundo Chengqi.

A imprensa estatal chinesa informou que o sistema futuramente envolverá 35 satélites, que serão utilizados por diversos setores, entre eles, pesca, meteorologia e telecomunicações.

A China tem planos espaciais ambiciosos, que incluem uma estação espacial e uma viagem tripulada à Lua.

Embora os chineses tenham prometido não militarizar o espaço, especialistas dizem que as forças armadas do país estão ampliando o seu uso militar com os novos satélites.

A destruição de um antigo satélite por um míssil, em um teste bem sucedido realizado no começo de 2007, representou o desenvolvimento de novas capacidades para as forças armadas chinesas e, em 2010, o país testou com sucesso uma nova tecnologia que permite destruir mísseis em voo.

Os chineses começaram um projeto para eliminar sua dependência do Sistema de Posicionamento Global norte-americano em 2000, quando colocaram dois satélites experimentais de posicionamento em órbita.

Fonte: Folha

16 TONELADAS DE MACONHA SÃO APREENDIDAS NA BAHIA

Mais de 16 toneladas de maconha foram apreendidas em dois municípios da Bahia, entre os dias 21 e 24 deste mês, pela polícia civil. Segundo a Polícia, é a maior apreensão da droga feita no nordeste do país e renderia aos traficantes, conforme estimativa da polícia, cerca de R$ 8 milhões.

A maconha estava em três fazendas nos municípios de Cafarnaum e Canarana e seria destinada ao abastecimento de pontos de tráfico em Salvador e localidades do Litoral Norte baiano durante o Verão. A droga estava acondicionada em cerca de três mil sacos, quase a metade deles enterrados nas propriedades rurais e cobertos com lonas.

Pés de maconha. Além da droga apreendida, mais de 10 mil pés da erva, com cerca de 1,5 metros de altura, foram erradicados pelos policiais e incinerados nas três propriedades rurais, tendo o caseiro José Marcos Rodrigo dos Santos, de 33 anos, empregado da Fazenda Boa Nova, no povoado de Alecrim, em Cafarnaum, sido preso em flagrante por tráfico e conduzido para a 14ª Coordenadoria Regional de Polícia (Coorpin), em Irecê. Nesta propriedade foram apreendidos 10 toneladas e 440 quilos.

Numa segunda fazenda, em Cafarnaum, no Povoado de Queimada, foram encontradas outras cinco toneladas e 170 quilos de maconha, ensacadas. O meio quilo de haxixe apreendido estava escondido sob uma árvore nesta mesma propriedade. Na fazenda situada em Canarana havia 405 quilos de maconha. As investigações apontam que alguns dos proprietários das três roças, cujas identidades são mantidas em sigilo, são procedentes de dois estados nordestinos. Estima-se que cerca de 20 pessoas trabalhavam no plantio e colheita da maconha em cada roça.

Fonte: Estadão

SÍRIOS FAZEM PROTESTO ANTI-ASSAD

Dezenas de milhares de sírios fizeram uma manifestação na terça-feira em Homs contra o presidente Bashar al-Assad, encorajados pela primeira visita dos monitores de paz árabes pela cidade, depois que o Exército retirou alguns tanques após confrontos que mataram 34 pessoas em 24 horas.

"Há ao menos 70 mil manifestantes. Eles estão marchando em direção ao centro da cidade e as forças de segurança tentam contê-los. Eles estão disparando gás lacrimogêneo", disse à Reuters Rami Abdelrahman, do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha.

Os observadores querem determinar se Assad está mantendo a promessa de colocar em ação um plano de paz para pôr fim à sua repressão contra nove meses de revoltas que geraram um levante armado, empurrando o país para a guerra civil.

Alguns manifestantes gritavam "queremos proteção internacional" em um vídeo postado no YouTube aparentemente mostrando um encontro com os observadores da Liga Árabe nas ruas, onde moradores argumentavam e pediam que entrassem no bairro de Baba Amr, onde os confrontos foram especialmente duros.

Há barulho de tiros no final do vídeo, depois que um morador gritou para que um monitor repetisse o que havia acabado de dizer ao seu QG.

"Você está dizendo ao chefe da missão que não pode atravessar para a segunda rua por causa do tiroteio. Por que você não nos diz isso?", gritou o homem, segurando o monitor não identificado pelo casaco.

Ouvem-se disparos nas proximidades enquanto dois monitores e dois homens com roupas cor de laranja permanecem em meio à multidão. Um morador pede que a equipe "venha e veja; eles estão nos massacrando, eu juro".

Damasco proibiu a entrada no país da maioria dos jornalistas estrangeiros, dificultando a checagem dos acontecimentos locais.

O chefe da missão disse que a primeira visita foi "muito boa".

"Estou voltando a Damasco para reuniões e retornarei a Homs amanhã", disse o general sudanês Mustafa Dabi. "A equipe permanece em Homs. Hoje foi muito bom e todos os lados responderam bem."

Relatos de ativistas divulgados pouco antes da chegada dos monitores diziam que uma dezena de tanques foi vista deixando Baba Amr, um dos bairros mais fortificados de Homs, mas que outros permaneciam escondidos.

"Minha casa está na entrada oriental de Baba Amr. Eu vi pelo menos seis tanques deixarem o bairro por volta das 8 da manhã", disse à Reuters, por telefone, Mohamed Saleh. "Não sei se outros permanecem na área".

A TV Aljazeera mostrou o que estima-se ser 20 mil sírios em uma praça em Khalidiya, um dos quatro distritos onde houve derramamento de sangue após rebeldes terem enfrentado forças de segurança com tanques.

Centenas de pessoas foram mortas em Homs durante a revolta. A Organização das Nações Unidas (ONU) dizem que pelo menos 5 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início dos protestos, em março.

Assad está isolado internacionalmente. As potências ocidentais e seus vizinhos, Turquia e Jordânia, pediram que ele renunciasse, pondo fim a uma dinastia que está há 41 anos no poder. Ele alega estar lutando contra o terrorismo islâmico, instigado do exterior.

Na fronteira com a Turquia, as forças sírias mataram vários homens de um "grupo terrorista armado" que tentavam entrar na Síria, disse a agência de notícias estatal Sana na terça-feira.

A fronteira norte tornou-se a rota para infiltração de desertores do Exército que lutam para derrubar Assad.

"Forças especiais foram capazes de matar e ferir vários homens armados e confiscaram algumas armas, munição, uniformes do Exército, ferramentas de comunicação e carteiras de identidade falsas", disse a Sana.

A agência também divulgou que "um grupo terrorista armado alvejou e sabotou um gasoduto perto de Rastan na província de Homs" na terça-feira. O gasoduto havia sido.

Fonte: Reuters

TRANSMIGRAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ALTO NÍVEL AUMENTOU CONSIDERAVELMENTE

Um professor se muda de Roma para Nova York; um advogado segue de Sydney a Hong Kong depois de uma temporada nas Ilhas Cayman; um executivo português deixa a Cidade do México com destino a Bogotá; um violinista parte da Sérvia para morar no Reino Unido.
Eyewire

Movimentos de profissionais como esses na atual escala eram impensáveis há dez anos.

A migração para outros países de pessoas com educação de alto nível originárias de nações de média alta de renda aumentou 44% entre 2000 e 2006, segundo um estudo publicado recentemente pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Nos países de baixa renda, os movimentos entre fronteiras também aumentaram significativamente, em 28%.

As transferências dentro de empresas nos países desenvolvidos cresceram 39% entre 2005 e 2008, e isto não inclui as transferências entre companhias na Área Econômica Europeia (que abrange os países da União Europeia mais Noruega, Liechtenstein e Islândia) inclui, diz o analista político da OCDE Jonathan Chaloff, as quais "podem ser consideráveis".

Segundo ele, "está claro que há uma tendência a um aumento, não interrompido pela crise econômica".

Empresas multinacionais e organizações governamentais confirmam esta visão.

Transferências

A empresa Brookfield Global Relocation Services é um dos facilitadores destes movimentos profissionais, assim como outras recrutadoras que atuam em mercados internacionais como SHL, Hays e Cepa.

A Brookfield realiza pesquisas anuais entre seus 250 clientes corporativos e de negócios, e ajuda no traslado de cerca de 50 mil pessoas por ano em 110 países.

Sua pesquisa mais recente indica que 61% de seus clientes esperam ainda mais transferências de empregados.

Um estudo da Cepa fornece números semelhantes, e prevê que as empresas aumentarão seu plantel de expatriados em 67% nos próximos dois anos.

A globalização dos negócios não se reflete somente no alcance geográfico das empresas. De acordo com a Cepa, quase 60% das companhias pesquisadas emprega expatriados de seis ou mais nacionalidades.

Escassez de pessoal

O que move essas pessoas a se deslocar quando muitas delas têm uma vida perfeitamente adequada em seus próprios países?

Para começar, seus serviços contam com uma grande demanda.

Um estudo da Hays, em conjunto com a consultoria Oxford Economic Forecasting, indica que "as empresas enfrentam o mesmo desafio fundamental: a escassez de pessoal e de certo tipo de know-how em certas partes do globo", e isto em "um mundo com 7 bilhões de habitantes e com muitos países com nível recorde de desemprego".

A Hays faz a colocação de 50 mil pessoas no mercado de trabalho por ano, além de mais 100 mil em contratos temporários - a própria empresa, que começou operando apenas na Grã-Bretanha, hoje emprega 7 mil funcionários em todo o mundo.

"Há três ou quatro anos, os movimentos principais foram entre o Reino Unido e Australásia (Austrália e Nova Zelândia), mas enquanto mais organizações precisam mover empregados, nós estamos expandindo, e agora operamos em 31 países", diz o diretor da Hays, Charles Logan.

"Nossa própria empresa reflete isto. Recentemente movemos um diretor alemão para o Chile, um francês para a Cidade do México e um irlandês, para Toronto", afirma.

Demanda de trabalho

Certos ramos sempre tiveram de recorrer a profissionais estrangeiros: a exploração de petróleo e gás e a extração, por exemplo, costumam encontrar-se em zonas não desenvolvidas do mundo onde há carência de especialistas locais.

A busca por energia e o constante aumento de regulação no setor indicam que, mesmo que o know-how local melhore, ainda existe uma grande demanda por expertise de fora.

A demanda se vê estimulada por circunstâncias demográficas. Para diretor executivo da Brookfield, Scott Sullivan, o abismo entre os talentos locais e estrangeiros está aumentando.

"Isto veio depois da aposentadoria dos baby-boomers (geração nascida nos países desenvolvidos logo depois da Segunda Guerra Mundial), já que, por vários anos, os profissionais não estavam dispostos a arriscar em investir seus esforços em um ramo que fosse visto como imprevisível", afirma.

Segundo ele, a mineração é outro setor que enfrenta um desafio, "não só em termos de conhecimentos técnicos específicos, mas também em capacidade de gestão, liderança e experiência que não conseguiu se desenvolver no nível e na quantidade requeridos pelas economias em rápido crescimento."

Destinos preferidos

A Hays salienta que as economias emergentes podem recorrer aos países desenvolvidos para satisfazer carências de competência em áreas como infraestrutura, construção civil, engenharia e produção de bens mecânicos.

Mas quais são os destinos preferidos?

A última pesquisa da Brookfield põe Brasil, China e Índia, três integrantes do grupo conhecido como Brics, na parte de cima de sua lista de países propensos a empregar profissionais estrangeiros.

Empresas de serviços financeiros nos países desenvolvidos também estão absorvendo o talento dos estrangeiros para levá-los à Grã-Bretanha, aos Estados Unidos e à Austrália.

Assim como outras empresas globais, a Hays está em plena expansão nos mercados em desenvolvimento. Há cinco anos, ela não estava presente na América do Sul; agora, existem oito escritórios - cinco somente no Brasil -, e há planos de abrir mais.

Movimentação de dinheiro

Com o aumento de traslados, hoje os benefícios para quem é realocado são menos generosos do que eram cinco anos atrás.

Isto reflete em parte o fato de que, hoje em dia, não são somente os executivos de mais alto nível que estão em movimento.

O número de profissionais de nível médio que buscam uma vida nova no exterior está aumentando, mas estes são mais baratos, e sua permanência é muitas vezes temporária.

Sullivan, da Brookfield, diz que há uma busca por maior flexibilidade por parte das empresas.

"As empresas estão tratando de oferecer o que realmente é necessário, no lugar de uma política geral com todo tipo de direitos."
Fracasso

Mesmo com as vantagens, alguns deslocamentos estão cheios de armadilhas de nível prático e emocional. Entre os que vão trabalhar em outro país, muitos sofrem com saudade de casa ou acabam testemunhando o fim de relacionamentos.

"Os custos financeiros de uma empresa que desloca uma pessoa errada podem rapidamente chegar a centenas de milhares de dólares", diz Eugene Burke, de SHL.

"Aos custos de realocamento, se somam os gastos de repatriação, o fracasso do projeto e, o mais grave, os custos médicos se a pessoa sofrer problemas de saúde mental como resultado de um movimento falido", afirma.

Burke diz que as taxas de retorno são difíceis de obter, já que as empresas não estão dispostas a revelar suas falhas.

Um dos principais erros das companhias, ele acrescenta, é assumir que alguém que completou com êxito um projeto em um país será capaz de fazer o mesmo em outro lugar.

"Você pode pensar que uma pessoa que fez um bom trabalho neste país pode fazer o mesmo, por exemplo, na Índia". Isso não acontece necessariamente assim, afirma.

Mas à medida que a globalização se expande e o crescimento econômico chega a novas regiões, a experiência de trocar de país ou de continente vai sendo melhor compreendida.

Fonte: BBC Brasil

SER 6ª ECONOMIA FOI PRESENTE DE NATAL PARA DILMA, DIZ JORNAL

A notícia de que o Brasil superou a Grã-Bretanha e agora seria a sexta maior economia do mundo ''foi o melhor presente de Natal com o qual poderia ter sonhado o governo Dilma Rousseff'', de acordo com o jornal argentino La Nación.

Funcionários de um centro de processamento da galinhas, na cidade de Itatinga (Reuters)
A ascensão brasileira foi registrada em um relatório divulgado na segunda-feira pelo instituto de pesquisas britânico Center for Economic and Business Research (CEBR).

Mas o diário destacou ainda que o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ''celebrou com cautela...e ressaltou que o Brasil ainda tem muita estrada pela frente para alcançar o nível de vida da União Europeia''.

Mantega comentou os resultados do ranking divulgado pelo CEBR e afirmou que os brasileiros só virão a ter um padrão de vida semelhante ao europeu dentro de 10 a 20 anos.

Hexacampeão

De acordo com o jornal, o estudo do CEBR, amplamente noticiado pelos jornais britânicos, ''saltou de imediato para o outro lado do Atlântico, onde os meios brasileiros, um tanto incrédulos, festejaram o feito como se tivesse tratado da sexta vitória da Seleção Nacional no Mundial de futebol''.

O diário australiano The Australian aproveitou para ironizar seus antigos colonizadores com uma reportagem intitulada Ai! Brasil depila Grã-Bretanha, em referência ao celebre método de depilação brasileira, o brazilian wax.

O jornal segue no mesmo tom, dizendo que ''eles (os brasileiros), que já os bateram no futebol e superam o mundo em se tratando de festejar, agora ultrapassam a Grã-Bretanha nos rankings de economia mundial''.

O espanhol El País chama o Brasil de ''gigante sul-americano'' e comenta que o país conseguiu superar a Grã-Bretanha devido ao ''crescimento incessante da economia brasileira''.

Fonte: BBC Brasil