terça-feira, 7 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O Google começou a vender livros digitais nesta segunda-feira, intensificando concorrência com a Amazon.com e a Apple e marcando estratégia significativa do site de buscas de ampliar seus negócios de comércio online.
A nova livraria digital Google eBooks conta com 3 milhões de títulos, que variam desde best-sellers recém-lançados a obras mais antigas sobre as quais não se aplicam mais direitos autorais, disponíveis gratuitamente. Consumidores poderão armazenar seus livros em uma biblioteca online pessoal administrada pelo Google e lê-los em qualquer aparelho.
"Sua biblioteca inteira estará disponível a qualquer momento; em qualquer aparelho, seus livros estarão lá", disse o diretor de engenharia da equipe Google Books, James Crawford, em entrevista à Reuters antes do anúncio nesta segunda-feira.
O mercado de livros eletrônicos é atualmente dominado pela Amazon, que ajudou a criar um mercado com o lançamento do leitor digital Kindle, em 2007. O site varejista detém cerca de dois terços do mercado nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Forrester Research. No começo deste ano, a Apple entrou no mercado de livros digitais, vendendo versões eletrônicas de obras para serem lidas em seu tablet, o iPad.
Fonte: Reuters
MONTADORAS JÁ PREVÊEM AUMENTO RECORDE PARA 2011
As montadoras de veículos do Brasil devem bater um quinto recorde consecutivo de vendas no mercado interno em 2011, mas o crescimento da produção será em ritmo menor devido à queda no volume de exportações.
Segundo projeções da Anfavea, associação das fabricantes de veículos, o crescimento das vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país em 2011 será de 5,2 por cento, para 3,63 milhões de unidades, após expansão prevista para este ano de 9,8 por cento sobre 2009, para 3,45 milhões.
Enquanto isso, a projeção para as exportações é de queda de 6,4 por cento em unidades, para 730 mil veículos, após um salto estimado em 64,2 por cento em 2010 sobre o fraco resultado do ano passado.
Em produção, a estimativa é de alta ligeira de 1,1 por cento em 2011, para 3,68 milhões de unidades, após previsão de crescimento de 14,4 por cento em 2010, para 3,64 milhões.
Para a Anfavea, apesar do mercado interno continuar aquecido --diante da forte atividade econômica e oferta abundante de crédito-- as vendas externas sofrem aumento da competitividade de países asiáticos, câmbio desfavorável e o chamado "custo Brasil", que inclui na conta impostos e deficiências logísticas.
Segundo o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, que também preside o grupo Fiat na América Latina, a associação contratou serviços de uma consultoria para elaborar sugestões ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff para incentivo ao aumento da competitividade nacional.
A indústria nacional caminha para registrar em 2011 a sexta queda consecutiva nas exportações em unidades e o setor já registra recorde de importações no acumulado de 2010 até novembro: 577,34 mil unidades.
"Assim como o governo agiu rapidamente com medidas para combater os efeitos da crise (em 2008), está na hora de o Brasil estimular as exportações", defendeu Belini. Ele evitou fazer uma projeção precisa sobre as importações de veículos no próximo ano, mas disse que a participação média desses veículos nas vendas do mercado interno poderá subir de cerca de 18,5 por cento em 2010 para entre 20 e 22 por cento.
Fonte: Reuters
ARGENTINA TAMBÉM RECONHECE O ESTADO PALESTINO
O governo da Argentina reconhece a Palestina como um "Estado livre e independente", dentro das fronteiras de 1967, iniciativa que compartilha com os países do Mercosul, anunciou nesta segunda-feira o chanceler Héctor Timerman.
A declaração de Buenos Aires foi divulgada após um pronunciamento no mesmo sentido do governo brasileiro.
"O governo da Argentina reconhece a Palestina como um Estado livre e independente dentro das fronteiras definidas em 1967", afirmou o chefe da diplomacia, ao ler um comunicado no Palácio San Martín, a sede protocolar da pasta.
"O governo compartilha com seus sócios do Mercosul, Brasil e Uruguai, que chegou o momento de reconhecer a Palestina", acrescentou.
A presidente Cristina Kirchner "enviou (nesta segunda-feira) uma nota ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas", para informar a decisão, disse o chanceler.
Fonte: Terra
CANTONA, EX-JOGADOR FRANCÊS, PEDE REVOLUÇÃO CONTRA OS BANCOS
Conhecido por declarações sobre campos bem diferentes dos de futebol, o ex-jogador francês Eric Cantona - um ídolo na França e na Inglaterra, onde fez carreira - atraiu milhares de seguidores em uma proposta de destruição do sistema bancário. Em outubro, Cantona sugeriu em um vídeo que as pessoas retirassem todo o dinheiro que mantêm nos bancos, e na semana passada o ex-craque prometeu, em entrevista ao jornal Libération, que faria a sua parte nesta terça-feira.
"A revolução é muito simples de ser feita hoje. Ao invés de ir às ruas fazer quilômetros de manifestações, você vai ao banco da sua cidade e retira todo o teu dinheiro", conclamou o ex-atacante da seleção francesa e ídolo do Manchester United, argumentando que se 20 milhões de pessoas decidem fazer o mesmo, o sistema bancário desmoronaria. "É uma revolução sem armas, nem sangue. Estou constatando essa estranha solidariedade que está nascendo, então, sim, no dia 7 de dezembro, eu irei ao banco", reiterou na quarta-feira, ao Libération.
Na sexta-feira, a polícia anunciou a prisão de um segurança de traficantes: Leonardo Isac Rodrigues Amim, o “Nandinho da Fazedinha”, segurança de Pezão.
Fonte: UOL
domingo, 5 de dezembro de 2010
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), engrena um profundo rearranjo na administração estadual e tenta impor, tacitamente, um rompimento com a estrutura serrista no Palácio dos Bandeirantes.
Das 26 secretarias paulistas, o tucano decidiu mudar o comando de sete e extinguir uma. Ele estuda, ainda, emplacar nomes de sua lavra em pelo menos 13 pastas, liquidar a existência de mais duas e criar outras três.
Até agora, a equipe de transição de Alckmin resolveu extinguir a Secretaria de Ensino Superior e pretende decretar o fim da pasta de Relações Institucionais, considerada 'inócua' pelos alckmistas. Ambas foram criadas pelo ex-governador José Serra (PSDB). Para substitui-la, a transição avalia recriar a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica, para articulação interna. Um dos nomes cotados para a tarefa é o atual secretário de Cultura, Andrea Matarazzo.
Outra secretaria que pode ser extinta é a de Comunicação, cujas atribuições, em forma de coordenadoria, poderiam ser repassadas à nova pasta de Governo ou à Casa Civil, comandada por Sidney Beraldo, chefe da transição tucana.
Serão criadas, em contrapartida, a Secretaria de Turismo, desmembrada da atual pasta de Esporte e Lazer, com vistas à Copa do Mundo de 2014, e a de Gestão e Desenvolvimento Metropolitano, para coordenar o guarda-chuva de infraestrutura estadual.
O principal cotado para assumir a tarefa metropolitana, vitrine da próxima gestão tucana, é o deputado eleito Emanuel Fernandes (PSDB), ex-prefeito de São José dos Campos e engenheiro pelo ITA e nome de confiança de Alckmin.
Contra-ataque. Essa reconfiguração do Palácio dos Bandeirantes, contudo, depende do intrincado tabuleiro de xadrez que está à frente de Alckmin. Uma das peças que mais luta por espaço é o grupo serrista, que contra-ataca às movimentações.
A ala fiel a José Serra pressiona, por exemplo, para emplacar o atual governador Alberto Goldman (PSDB) e mais dois secretários - Mauro Ricardo (Fazenda) e Luiz Antônio Guimarães Marrey (Casa Civil) - no tabuleiro.
A manutenção de espaço serrista passa ainda pela Secretaria de Segurança Pública, tocada atualmente por Antonio Ferreira Pinto. O principal nome alckmista que poderia sucedê-lo, Saulo de Castro Abreu Filho, foi indicado para Transportes.
São sinalizações, sentidas pela equipe alckmista, que ainda não tiveram solução final. Enquanto isso, é notório que Serra não está ausente do processo e acompanha a transição.
Nesta semana o tabuleiro deve se movimentar novamente. Membros da equipe de Alckmin trabalham para resolver áreas sensíveis e de grande visibilidade da próxima gestão, como Habitação, Fazenda, Educação, Justiça e Segurança Pública.
Pelas beiradas. À parte da disputa interna por espaço, sete partidos, essenciais para a governabilidade do tucano na Assembleia Legislativa, aguardam sua vez de abocanhar cargos.
Até o momento, o único aceno de Alckmin aos partidos aliados foi a indicação de seu vice, Guilherme Afif Domingos (DEM), para a pasta de Desenvolvimento - que inicia 2011 turbinada pelas atribuições da extinta Secretaria de Ensino Superior.
Somente outros dois nomes das siglas aliadas aparecem efetivamente cotados: Davi Zaia (PPS) para Emprego e Fábio Feldmann (PV) para Meio Ambiente. Enquanto isso, os deputados tucanos fiéis a Alckmin permanecem em stand by, aguardando a movimentação das secretarias.
Membros das reuniões de transição, eles também pleiteiam espaço prioritário no governo.
Fonte: Estadão