sábado, 26 de fevereiro de 2011

ASSALTANTES ROUBAM BANCO NA BAHIA E JOGAM DINHEIRO NA RUA

Uma quadrilha assaltou na manhã desta sexta-feira dois bancos em Condeúbas (657 km de Salvador), no sudoeste baiano. Na fuga, levaram reféns, atearam fogo a um carro de polícia e jogaram dinheiro na rua. 

Com os dois assaltos, já são 15 ocorrências de roubo a banco no interior da Bahia somente em 2011. A maior parte dos casos seguiu o roteiro de assalto “cinematográfico”: quadrilhas chegam atirando, fazem reféns e incendeiam veículos durante as fugas. 
Segundo relatos de testemunhas, cerca de oito homens chegaram ao município em dois carros, disparando tiros ao alto. Invadiram agências do Banco do Brasil e do Bradesco e fugiram com o dinheiro dos caixas. Um gerente e um segurança levados como reféns na fuga foram liberados em uma estrada vicinal. Os veículos usados na ação foram incendiados. 

Os bandidos ainda jogaram moedas e cédulas na rua durante a fuga, o que causou correria de moradores para recolher o dinheiro. Nenhum suspeitos dos crimes havia sido preso até a noite desta sexta-feira.
Fonte: IG

JUÍZES PRESSIONAM O GOVERNO A DAR O AUMENTO QUE IMPOSTO POR ELES

A toga se declarou nesta sexta-feira "perplexa, chocada" com a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT) de não negociar com a categoria, que reivindica reajuste de 14,79% a título de reposição de perdas inflacionárias. "O governo não pode tratar sua relação com outro poder, que é independente, como se estivesse negociando com sindicato de motorista de ônibus", declarou o presidente da Associação dos Juízes Federais, Gabriel Wedy.

Para Wedy, "o governo precisa evidentemente fazer essa distinção, não pode desconhecer o magistrado como agente político do Estado". A entidade subscreve mandado de injunção ao Supremo Tribunal Federal, por meio do qual os magistrados pleiteiam a reposição sob argumento de que a omissão do Congresso lhes subtrai direito constitucional de irredutibilidade de vencimentos.

Em agosto de 2010, o STF enviou projeto de lei ao Legislativo reivindicando os quase 15%, mas não houve resposta até agora dos parlamentares. A pretensão dos magistrados esbarra na disposição do Palácio do Planalto de promover um ajuste nas contas públicas após o corte de R$ 50 bilhões do orçamento.O governo avisa que não vai se curvar a pressões.

"Ficamos impressionados com essa reação do governo em início de gestão dizendo que vai ficar mais um ano descumprindo a Constituição", afirma Gabriel Wedy. "O governo foi muito inábil, com uma declaração duríssima." "Causa espanto o governo nos comparar a outras categorias", insiste. "Falta tato político ao governo. É importante que a presidente Dilma realize uma interlocução de forma mais qualificada com o STF e com a magistratura do País. Não se está discutindo aumento de salário, mas a funcionalidade do teto constitucional."

Os magistrados elegeram o ministro Nélson Jobim (Defesa) para o papel de negociador e vão pedir a ele que aceite a missão. Na próxima semana vão solicitar reunião com Jobim, a quem consideram qualificado para levar ao governo os argumentos e as razões da classe. Jobim foi ministro da Justiça e presidente do STF. "Ele criou o teto constitucional, quando presidiu o Supremo", destaca Wedy. "É muito respeitado por toda a magistratura e pode resolver esse impasse pela habilidade que tem como jurista e constitucionalista. Pode assessorar a presidente Dilma, tem o perfil ideal."

Michel Temer, vice presidente da República, também poderá ser assediado, segundo planeja a toga. "Temer pode auxiliar o governo para a elevação do nível do debate como constitucionalista que é, tornando-o mais técnico, qualificado e menos emotivo", avalia o presidente da associação dos juízes. "Queremos resolver o impasse."

Os juízes consideram o teto moralizador. "Quando o teto para o funcionalismo foi criado tinha servidor público que ganhava R$ 80 mil de salário", anota Wedy. "Nós defendemos o teto. A questão envolve muito mais direito constitucional do que economia. Por isso, precisamos qualificar o debate."

"O governo não pode ignorar o fato de que os juízes são agentes políticos do Estado com garantias constitucionais que não nossas, mas da sociedade", adverte o presidente da Associação dos Juízes Federais. Essa declaração de endurecimento do governo, esse tipo de balão de ensaio largado pelo governo não vai nos intimidar, não vai fazer com que a gente pare de negociar." Para os juízes, "a negociação entre um poder de Estado e outro se dá em moldes diferentes da relação entre o governo e um sindicato".

Wedy observa que consta do artigo 2.º da Constituição que os poderes são independentes e harmônicos. "O governo precisa ter a dimensão que está negociando com um outro poder de Estado, que é o STF."

Fonte: Estadão

MANAUS REGISTRA QUATRO TIPOS DE DENGUE

Pela primeira vez, os quatro sorotipos do vírus da dengue circulam simultaneamente em Manaus. A capital do Amazonas enfrenta uma epidemia da doença desde o início do ano. A presença do sorotipo 4 (DEN-4), também pela primeira vez em uma epidemia no País, preocupa especialistas.

"A circulação dos quatro sorotipos ao mesmo tempo é um fato inédito no Brasil. Até agora não havia sido registrada essa situação em nenhum Estado brasileiro", afirma o coordenador do Centro de Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, Luis Tadeu Figueiredo.

"O sorotipo 4 só foi identificado até agora no Norte. É o último grau que a disseminação da dengue pode chegar. É um sinal ruim, porque significa que vamos ter mais casos graves de dengue", acrescenta.

Um dos principais arbovirologistas do País, Figueiredo se reuniu esta semana em Ribeirão Preto com a infectologista Maria Paula Mourão, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, para tratar dos detalhes da implantação do programa para estudo da dengue em Manaus, Boa Vista e Ribeirão Preto.

"Esse é o cenário do dengue que a gente conhece no Sudeste Asiático, onde os quatro sorotipos circulam simultaneamente", lembra Maria Paula.

Figueiredo esclarece que no Caribe ocorreram epidemias dos quatro tipos, mas um sorotipo por vez. "O que está acontecendo em Manaus, com base no que vi lá em janeiro - e chamei atenção para alertar a população - é a circulação dos quatro vírus ao mesmo tempo", reforça ele.

Fonte: Estadão

OBAMA PEDE APOIO PARA O ORÇAMENTO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se mostrou neste sábado disposto a estudar qualquer proposta séria para reduzir o déficit, mas incentivou os líderes do Congresso a obter um acordo sobre o financiamento do Governo para evitar seu fechamento.

"Na próxima semana, o Congresso se centrará no orçamento temporário. Pelo bem dos nossos cidadãos e da nossa economia, não podemos permitir que esta paralisação prevaleça", afirmou em sua tradicional alocução dos sábados.

"Tanto os líderes democratas como os republicanos no Senado e na Câmara de Representantes disseram que consideram importante que o Governo possa seguir funcionando enquanto tentam chegar a um acordo sobre um plano para reduzir nosso déficit a longo prazo", lembrou aos legisladores.

Por isso, Obama incentivou-os a encontrar um "terreno comum" para que o país possa progredir e não impeça o crescimento econômico.

"Não será fácil. Haverá muito debate, desacordos e nenhum partido conseguirá tudo o que quer; as duas partes têm que ceder", assinalou Obama, ressaltando que não quer que o Congresso corte os investimentos em educação, inovação e infraestrutura, porque são absolutamente necessários para uma economia competitiva.

À meia-noite da próxima sexta-feira vencerá uma medida aprovada para financiar temporariamente as operações do Governo federal. Se republicanos e democratas não conseguirem aprovar pelo menos uma medida temporária, o Executivo terá que fechar por falta de dinheiro.

O último fechamento das agências federais ocorreu durante o mandato de Bill Clinton, por dois dias em novembro de 1995, e depois por outros 21 dias até janeiro de 1996.

A iminente ameaça de fechamento do Governo federal parecia preocupar na sexta-feira os republicanos, que controlam a Câmara de Representantes e na sexta-feira propuseram uma medida temporária que os democratas podem aceitar.

A medida permitiria ao Governo dos EUA seguir operando durante mais duas semanas, até 18 de março.

A ideia é dar tempo para que republicanos e democratas, que são maioria no Senado, possam chegar a um acordo sobre o financiamento do Governo até 30 de setembro - o restante do ano fiscal - e evitar seu fechamento.

O problema é que em fevereiro a Câmara de Representantes aprovou a diminuição de US$ 61 bilhões nos gastos públicos para os próximos sete meses, em corte que afeta as áreas que Obama considera imprescindíveis fomentar.

Os democratas rejeitam a redução ao considerá-la exageradamente severa e pretendem alcançar um compromisso com os republicanos. O Senado terá que redigir sua própria versão.

A anterior sessão legislativa nunca aprovou o orçamento para este ano fiscal, que começou em outubro, pelo que os cortes foram realizados dentro de uma medida aprovada para financiar temporariamente - até 4 de março - as operações do Governo.

Fonte: EFE

EMPRESA CANADENSE INVENTA BICICLETA SEM FIOS

A fabricante de bicicletas canadense Daymak resolveu dar um salto evolutivo na sua linha e criou uma bicicleta elétrica, sem fio, e que ainda por cima armazena energia gerada pelas suas pedaladas para carregar seus gadgets.

A primeira pergunta que você deve estar se fazendo é: “como assim, sem fio?”.

A Shadow Bike literalmente não tem nenhum fio ou cabo. Marchas, freio ou eletricidade, tudo funciona sem fio nesta bicicleta.

Tudo é gerenciado por um controlador que fica na roda da frente, que também armazena uma bateria de íon de lítio, o motor, um LED para mostrar a quantidade de energia armazenada e a entrada do cabo de carregamento (pelo menos um cabo tinha que existir, não é mesmo?) e uma porta USB.

Autonomia é de até 40 quilômetros com uma carga

Cada pedalada gera mais energia que pode ser usada tanto para movimentar a própria bicicleta quanto para carregar aparelhos através da porta USB.

Existem duas opções de motor, com 250W e 350W. A bateria de 36V leva cinco horas para ser recarregada e o fabricante promete uma autonomia de até 40 quilômetros.

O único problema com a Shadow Bike é seu preço. Ela custa salgados US$ 1999. Lá no Canadá.

Fonte: Gizmodo

FILHOS DE KAHDAFI APÓIAM A REVOLUÇÃO

O líder líbio Muammar Gaddafi afirmou na TV estatal, dirigindo-se a milhares de partidários em Trípoli, que a população precisa proteger o país e suas instalações petrolíferas. Ele preferiu não falar sobre a decisão de dois de seus sete filhos de integrar a marcha dos manifestantes a Trípoli, nem a presença de uma de suas esposas e quatro filhas em uma ilha na costa da Venezuela, como informa nesta sexta-feira o diário venezuelano El Universal. Ainda assim, em seu discurso na TV, Gaddafi acrescentou:

– Estamos prontos para triunfar sobre o inimigo.

Ao menos cinco pessoas morreram em Trípoli quando forças de segurança abriram fogo nesta sexta-feira contra manifestantes contrários ao governo no distrito de Janzour, no oeste da cidade, disse um morador local. A fonte, que não quis ser identificada, também afirmou que opositores do líder líbio estavam gritando slogans contra ele no distrito de Fashloum, no leste da capital.

– As forças de Gaddafi estão atirando contra os manifestantes em Janzour… Acredita-se que entre 5 e 7 manifestantes foram mortos em protestos em Janzour há cerca de 15 minutos – disse o morador. Suas informações não puderam ser imediatamente confirmadas.

A violência ocorreu depois que manifestantes contrários a Gaddafi assumiram o controle de diversas cidades próximas a Trípoli, após uma rebelião centralizada na cidade de Benghazi, que retirou grande parte do leste da Líbia do controle de Gaddafi. Conflitos eclodiram em áreas próximas de Trípoli nas últimas 24 horas, mas os confrontos desta sexta-feira foram os primeiros protestos contra Gaddafi na capital desde 22 de fevereiro.

Em Trípoli, centenas de manifestantes na mesquita de Slatnah, no distrito de Janzour, em Shargia, estavam gritando slogans contra Gaddafi, como: “Com nossas almas, com nosso sangue protegemos Benghazi!”, segundo moradores. Outro morador de Trípoli disse a um correspondente da agência inglesa de notícias Reuters, que está em Benghazi, que franco-atiradores na capital líbia estavam matando pessoas.

O empresário Ali, que não quis dar seu nome completo, declarou por telefone à agência que ele estava perto de uma mesquita em uma rua que leva à praça Verde, central. Uma multidão estava reunida em frente à mesquita.

– Eles acabaram de começar a atirar contra as pessoas. Pessoas estão sendo mortas por franco-atiradores, mas não sei quantos estão mortos – disse.

Dois moradores de Benghazi disseram à Reuters que haviam falado com seus amigos em Trípoli por telefone depois das orações do meio-dia. Os amigos disseram que pessoas realizaram protestos em frente às mesquitas em toda a cidade depois das orações e pretendiam se reunir na praça Verde. Mohammad, de 42 anos, em Benghazi, disse que moradores de Trípoli acreditavam que se os manifestantes conseguissem se concentrar na praça Verde “seria o fim do regime”.

Protestos de massa nos centros de cidades prenunciaram a queda de líderes autocráticos na Tunísia e no Egito no começo deste ano.

Fonte: Correio do Brasil

PARA KASSAB FUGA EM MASSA DO DEM COMEÇA EM MARÇO

O prefeito Gilberto Kassab está mesmo resolvido a deixar o DEM até 30 de março. Em café da manhã, nesta sexta-feira, em sua casa na elegante região dos Jardins, nesta capital, ele e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o presidente do PSB-SP, Márcio França, secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin, começaram a acertar os detalhes para a migração do prefeito de uma legenda da ultradireita para o centro. A crise entre Kassab e o comando nacional do DEM chegou ao ponto de ruptura com a vitória da ala ligada ao ex-prefeito do Rio, Cesar Maia.

Kassab, logo após as eleições nacionais, em outubro passado, começou a negociar com o PMDB e o PSB uma eventual candidatura ao governo paulista, em 2014. As conversas com o PMDB ainda não estão esgotadas. Ele recebeu o vice-presidente da República, Michel Temer, para um encontro no último fim de semana e confirmou uma reunião com o ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco (PMDB-RJ). Além de deputados, senadores e vice-governadores, a debandada do DEM inclui a figura emblemática da direita paulistana, o vice-governador Guilherme Afif Domingos, que adiantou a aliados sua disposição de seguir com o prefeito.

Análise

O ex-ministro José Dirceu avalia que "há muita análise e conversa sobre a nova legenda, o partido Democrático Brasileiro (PDB), dissidente do DEM, que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ainda DEM-PSDB) vai criar. Sem demérito e sem que isso signifique deixar de reconhecer, ou minimizar a importância e a legitimidade de sua decisão e de seus companheiros, a verdade nua e crua é que a dissidência só tem força em Santa Catarina".

"Assim mesmo não para vencer uma eleição – principalmente majoritária. A vitória de Raimundo Colombo atual governador do Estado pelo DEM (um dos dois únicos que o partido elegeu no Brasil, o outro é Rosalba Ciarlini, governadora do Rio Grande do Norte) se deu graças a aliança com todo o PMDB e o apoio, também, do PSDB".

"Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, sem o apoio do PSDB, o DEM não tem expressão. Tampouco tem o PSB, partido para o qual o prefeito Kassab decidiu se mudar após fundar o PDB e ficar um período filiado a ele ou fundir este com a legenda socialista".

"Desta forma, a suposta força e constituição do novo partido em 3ª via, mesmo com sua provável fusão com o PSB, não necessariamente o transforma numa terceira força eleitoral, capaz de quebrar, na pática, a já tradicional polarização político-eleitoral PT/PSDB no Estado e no país".

"Na prática esse processo de mudança do prefeito e de seu grupo, se concretizado, consolida a tendência do PSB de se aliar, ou pelo menos se aproximar ainda mais do PSDB, como já o fez em São Paulo, Paraná, Paraíba, Minas Gerais, e Maranhão, Estados em que demos e tucanos já são aliados, o que não é pouca coisa", conclui José Dirceu.

Fonte: Correio do Brasil