terça-feira, 12 de abril de 2011

EMBRAER FECHA NOVAS PARCERIAS

A Embraer fechou dois acordos que devem ajudar a empresa a se posicionar na disputa para o fornecimento do Sisfron, sistema de monitoramento das fronteiras brasileiras pelo Exército, e que consolidam a entrada da companhia no setor de controles e sistemas.

Uma das parcerias inclui a compra de 50 por cento do capital da Atech Negócios em Tecnologias por 36 milhões de reais, enquanto a segunda prevê a criação de uma joint-venture entre Embraer e AEL Sistemas, subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems, com controle acionário da Embraer para a venda de veículos aéreos não-tripulados.

No final de março, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, havia antecipado em entrevista à Reuters que a empresa anunciaria "em semanas" uma aquisição na área de defesa.

No mesmo mês, a Embraer havia anunciado a aquisição de posição majoritária na divisão de radares da Orbisat, que já tem acordos em vigência com o Exército brasileiro, por 28,5 milhões de reais. A Orbisat desenvolveu, em parceria com o Exército, o radar SABER M60, que será a base do Sisfron.

De acordo com o presidente-executivo da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, as últimas movimentações da companhia têm "total relação" com o Sisfront. Além de parcerias e aquisições, a Embraer também deve buscar relacionamentos com fornecedores para satisfazer todos as exigências do programa, que inclui veículos blindados, afirmou Aguiar.

No caso da Atech, disse o executivo em entrevista coletiva na LAAD, principal feira de defesa da América Latina, a gestão da Atech permanecerá "totalmente independente" e a Embraer terá assento no Conselho de Administração da companhia com o objetivo de "discutir sinergias comerciais e, por que não, tecnológicas, para acelerarmos o crescimento da companhia."

Segundo Aguiar, o faturamento da Atech deve dobrar em 2011 após os 50 milhões de reais em vendas no ano passado. Para os próximos anos, o executivo disse esperar que a empresa registre crescimento de dois dígitos na receita.

VANT

Outro movimento anunciado pela Embraer também nesta terça-feira que deve ajudar a empresa na disputa pelo contrato do Sisfron, estimado em alguns bilhões de dólares, foi a parceria com a AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit Systems, para a entrada no mercado de veículos aéreos não tripulados (Vant).

Segundo Aguiar, os Vants também farão parte da proposta que a Embraer deve apresentar para o Sisfron. O executivo disse esperar que o Exército brasileiro envie ainda em 2011 a requisição de propostas (RFP, na sigla em inglês) para o Sisfron.

O acordo com a AEL prevê a possibilidade, segundo Aguiar, bastante alta, de a Embraer adquirir participação acionária na AEL. Ele acrescentou, no entanto, que isso depende ainda de estudos que estão sendo realizados.

Aguiar afirmou que, no momento, o acordo com a AEL ainda não envolve "valores monetários" e avaliou ser "prematuro" falar em tamanho de mercados de Vants no Brasil.

O anúncio acontece depois que a AEL Sistemas obteve um contrato de 85 milhões de dólares da Embraer para atualização de 11 aeronaves F-5 da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Embraer anunciou também a assinatura de um memorando de cooperação com a empresa Santos Lab, focada na fabricação de mini veículos não-tripulados. De acordo com Aguiar, a Santos Lab é uma empresa ainda em fase de estruturação e, no momento, o acordo entre as duas empresas é apenas de cooperação técnica.

Os acordos da Embraer no segmento de defesa acontecem em um momento de consolidação dessa indústria no Brasil. A Odebrecht lançou no início de abril uma empresa no segmento após a compra da brasileira Mectron Engenharia, fabricante de mísseis e de produtos de alta tecnologia para o mercado aeroespacial, como radares, sistemas de aviação e de comunicação, controle e comando.

Aguiar reconheceu que a Embraer Defesa e Segurança vem analisando oportunidades de aquisições e parcerias, mas adiantou que, por ora, não espera que a empresa vá novamente às compras.

"Estamos com uma pequena equipe de fusões e aquisições dentro da empresa, mas não espero que tenhamos algo no curto prazo a respeito disso," declarou.

Fonte: Reuters

CHINA INVESTIRÁ R$ 18,9 BILHÕES NO BRASIL NA PRODUÇÃO DE TELAS PARA iPAD

A presidente Dilma Rousseff anunciou na China um projeto de investimento na área de tecnologia da informação no Brasil pela Foxconn de US$ 12 bilhões (cerca de R$18,9 bilhões) em seis anos.

O investimento seria para a produção de telas usadas em equipamentos como celulares de terceira geração e iPads. A Foxconn é o maior fornecedor de produtos da Apple na China.

A presidente Dilma Rousseff
Se o investimento for concretizado, a fábrica será primeira do tipo do Hemisfério Ocidental.

Dando mais detalhes sobre o projeto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, disse que o investimento vai gerar 100 mil empregos, entre eles para 20 mil engenheiros. Além disso, a Foxconn, que ainda não escolheu local para o investimento no Brasil, construiria uma " cidade do futuro" para 400 mil pessoas, onde seria instalada a fábrica.

"Precisa de fibra ótica, infraestrutura, banda larga. É algo extremamente sofisticado", disse Mercadante, listando parte do que o governo ainda precisaria fazer.

Investimento

O governo destacou agora uma comissão que vai se dedicar a negociar os detalhes com a gigante de alta tecnologia.

Ele destacou ainda que o acordo para o investimento inclui pontos fundamentais para o governo como transferência de tecnologia e sócio brasileiro (o que ainda não foi definido). Este sócio entraria com parte dos recursos, mas, segundo o ministro, a Foxconn está disposta a investir "pesado".

O volume de investimento prometido pela Foxconn, que seria distribuído ao longo de um período, equivale a quase o total de investimentos da China no Brasil em todo o ano de 2010, quando o país, segundo levantamento da entidade americana Heritage Foundation, que acompanha o destino final dos investimentos chineses, recebeu cerca de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) de investidores diretos vindos da China.

A maior parte desses investimentos, 85%, foram para áreas de recursos naturais, como petróleo e mineração. 

Comemoração

A promessa de investimento da Foxconn foi comemorada pelo governo como mais um êxito na tentativa de atrair para o Brasil investimentos para a geração de maior valor agregado.

A presidente citou ainda os investimentos, também no ramo da tecnologia da informação, da Huawei e da ZTE, entre US$ 300 milhões (R$ 473 milhões) e US$ 400 milhões (R$ 630 milhões) e também um investimento de US$ 300 milhões (R$ 473 milhões) na construção de uma planta de processamento de soja na Bahia.

A presidente comemorou também o documento assinado por ela e pelo presidente chinês, Hu Jintao, que assume o compromisso de tentar atender à principal demanda do Brasil nesta viagem: a diversificação da relação entre Brasil e China.

Em dois discursos, antes de se encontrar com Hu Jintao, Dilma Rousseff destacou a necessidade de se iniciar um novo capítulo na relação com a China com investimentos em áreas que agreguem valor à cadeia produtiva brasileira e mais abertura no mercado chinês a produtos brasileiros que não sejam apenas commodities.

Em um de seus discursos, no seminário empresarial do qual participou, a presidente chegou a dizer que nenhum país pode alcançar a prosperidade à custa de outros.

O comunicado conjunto, assinado pelos dois presidentes, faz várias referências - menos incisivas - à questão. 
"A parte chinesa manifestou disposição de incentivar suas empresas a ampliar a importação de produtos de maior valor agregado do Brasil", diz o documento.

Na área de investimentos, o memorando diz que os dois lados "comprometeram-se a ampliar e a diversificar investimentos recíprocos em particular na indústria de alta tecnologia, automotiva, nos setores de energia, mineração, logística, sob forma de parcerias entre empresas chinesas e brasileiras". Também falaram da importância de "estratégias comuns para agregar valor a produtos alimentares agrícolas".

Se na busca por mais equilíbrio na relação entre os dois países houve avanços, pelo menos nas promessas expressas pelo documento, em outros pontos importantes da relação bilateral, não houve novidades.

Questão pendente

O Brasil não reconheceu o status da China como economia de mercado, uma questão pendente, desde que o governo Lula prometeu o reconhecimento do status em 2004. Entre analistas chineses, havia expectativa de que, com uma solução para o caso da Embraer na China, o Brasil cedesse e pudesse mudar a posição de protelar o reconhecimento oficial.

Um acordo permitiu que a Embraer mantivesse sua fábrica em Harbin, na China, após conseguir licença do governo para produzir no país jatos executivos Legacy, que não competem com o objetivo do governo chinês de desenvolver seu próprio avião comercial de grande porte. O plano inicial da Embraer era produzir jatos comerciais de 100 lugares no país.

O documento dos dois governos, no entanto, diz que " a parte brasileira reafirmou o compromisso de tratar de forma expedita a questão do reconhecimento da China como economia de mercado".

Do lado chinês, não houve apoio explícito à candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU em uma eventual reforma da organização.

A diplomacia brasileira, no entanto, interpretou como um bom sinal palavras presentes no texto como "A China atribui alta importância à influência e ao papel que o Brasil, com maior país em desenvolvimento do Hemisfério Ocidental, tem desempenhando em assuntos regionais e internacionais, e compreende e apoia a aspiração brasileira de vir a desempenhar papel mais proeminente nas Nações Unidas".

A questão do direitos humanos mereceu uma menção curta no texto ao falar da possibilidade de um diálogo e intercâmbio de experiências. Segundo Dilma, o texto seguiu modelo semelhante ao do último memorando do Brasil com os Estados Unidos.

Respondendo a uma última pergunta na entrevista coletiva de imprensa sobre o assunto, a presidente disse que “todo país tem problema de direitos humanos. Nós temos problemas de direitos humanos”.

O documento prevê ainda a ida de uma missão empresarial chinesa ao Brasil no primeiro semestre de 2011 para, segundo o comunicado, promover a diversificação do comércio bilateral e investimento recíproco.

Dilma Rousseff e a delegação brasileira, que ficam na China até sábado, assinaram mais de 20 acordos de cooperação em diversas áreas.

Fonte: BBC Brasil

BRASIL E CHINA FECHAM IMPORTANTES ACORDOS COMERCIAIS

A presidenta Dilma conseguiu fechar uma série de acordos comerciais no primeiro dia de sua visita à China. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel disse que empresas chinesas fecharam acordos de investimentos para projetos no Brasil que chegam a 1 bilhão de dólares, além do acordo de compra de 35 jatos comerciais médios fabricados pela Embraer, anunciado mais cedo.

China e Brasil fecham acordos mas não falam sobre iuan (Reuters)
A presidenta disse que as relações de comércio bilateral precisam de um salto qualitativo para serem sustentáveis.

'As exportações brasileiras para a China ainda estão excessivamente concentradas em produtos como soja, minério de ferro, petróleo e celulose. Isso é bom, mas não é o bastante', disse Dilma em encerramento de seminário empresarial Brasil-China.

'São todos produtos importantes, cuja exportação queremos incrementar, agregando a eles valor. É necessário, no entanto, diversificá-los para que a expansão do comércio bilateral seja sustentável.'

SOBRE O IUAN

A presidenta Dilma Rousseff não fez reclamações sobre a questão do iuan durante reunião com o presidente da China, Hu Jintao, nesta terça-feira, mas saiu do encontro com um acesso maior ao mercado chinês e promessas de investimento que podem aliviar as tensões comerciais.

As manufatureiras brasileiras têm reclamado que a moeda chinesa está muito depreciada, prejudicando sua competitividade e dando às indústrias da China uma vantagem injusta.

Mas, apesar de ter sinalizado que poderia tocar no assunto, Dilma não discutiu a disputa cambial com Hu durante o encontro em Pequim, segundo Fernando Pimentel.

'Não, não foi (discutido)', disse Pimentel a jornalistas ao ser perguntado se a questão do iuan havia sido mencionada.

A ausência do assunto pode ser considerada uma vitória para a China, que tem resistido à pressão internacional para elevar o valor do iuan.

O comunicado conjunto de Dilma e Hu também não mencionou a questão da moeda, e fez pouco progresso em obter apoio da China a um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

Sobre esse tema, a China disse apenas apoiar 'as aspirações (do Brasil) por um papel mais proeminente nas Nações Unidas'.

RELACIONAMENTO DESEQUILIBRADO

A visita de cinco dias de Dilma à China, iniciada na terça-feira, tem o objetivo de garantir mais concessões no que muitos brasileiros consideram uma relação desequilibrada de comércio e investimento entre as maiores economias da América Latina e da Ásia.

O Brasil deseja, particularmente, ganhar mais investimento e acesso ao mercado chinês para produtos com valor agregado. No ano passado, 83 por cento das exportações brasileiras à China foram de produtos básicos, enquanto 98 por cento das importações foram de produtos manufaturados.

Uma das conquistas de Dilma foi um pedido de empresas aéreas chinesas, incluindo a China Southern, por jatos Embraer, cujo valor unitário é de cerca de 40 milhões de dólares, disse o CEO da fabricante brasileira, Frederico Curado, durante evento em Pequim.

Separadamente, a joint venture da Embraer na China, a Harbin Aircraft Ltd, obteve uma permissão de autoridades chinesas para montar o jato comercial da empresa, o Legacy 600.

Outros acordos anunciados durante a visita de Dilma incluem centros de pesquisa e desenvolvimento em Goiás e São Paulo, cada um no valor de 300 milhões de dólares.

O frigorífico Marfrig investirá 250 milhões de dólares em seis centros de distribuição na China.

A Petrobrás fechou acordos de transferência de tecnologia com a Sinopec e a Sinochem para desenvolver as reservas de petróleo do pré-sal e aumentar a produção em reservas maduras, respectivamente.

Dilma deve se reunir com outras autoridades chinesas na quarta-feira antes de participar de reunião de cúpula do Brics, grupo que reúne também Rússia e Índia, além do novo membro África do Sul.

Fonte: Estadão

PMs HERÓIS SÃO PROMOVIDOS

Os policiais militares do Batalhão de Polícia Rodoviária que atuaram no massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, foram promovidos nesta terça-feira, 12. Os três agentes foram reconhecidos pelo apoio que deram aos alunos que estavam sendo atacados pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira. Ao todo, 12 crianças morreram e outras 12 ficaram feridas no atentado. Na solenidade de assinatura das Promoções por Ato de Bravura dos Policiais, nesta manhã, o cabo Denilson Francisco de Paula será promovido a terceiro-sargento, o cabo Ednei Feliciano da Silva será promovido a terceiro-sargento e o terceiro-sargento Márcio Alexandre Alves será promovido a segundo-sargento.

PMs que atuaram durante massacre em escola de Realengo são promovidos
O evento contou com a presença do presidente da República em exercício, Michel Temer, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, o secretário de Estado de Segurança José Mariano Beltrame e o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Mário Sergio de Brito Duarte.

Edinei Feliciano da Silva já está na polícia há 12 anos - os últimos três anos e meio como cabo. Já Denilson Francisco de Paula, que era cabo há apenas um ano, já está na Polícia Militar há nove anos.

O sargento Alves lembrou as 12 crianças mortas e as que ficaram feridas no tiroteio. 'Eu preferia que as crianças estivessem vivas e eu não estivesse recebendo essa homenagem. Vou continuar meu trabalho nas ruas, que já venho fazendo há 18 anos. Vou continuar me dedicando 100% a essa profissão', disse.

Em discurso durante a cerimônia, Duarte, disse que os policiais demonstraram coragem, profissionalismo e serenidade durante a ação em Realengo. O comandante citou o livro sagrado do islamismo, o Corão, como uma forma de afastar as ilações de que Wellington de Oliveira tenha cometido os assassinatos supostamente depois de se tornar muçulmano. Segundo o coronel, o Corão traz mensagens de tolerância e de amor às crianças.

Wellington foi alvejado pelo policial e, em seguida, cometeu suicídio. A ação dos policiais evitou que a tragédia tivesse maiores proporções.

Fonte: Estadão

QUASE 1 TONELADA DE MACONHA É APREENDIDA PRÓXIMO À FEIRA DE SANTANA

Quase uma tonelada de maconha prensada foi apreendida na última sexta-feira, 8, na Rodovia BR-116/Sul, próximo à Feira de Santana, na Bahia. A droga estava em um caminhão de São Paulo, em meio a um carregamento de mangueiras industriais.

PF/Divulgação
Humberto Leandro Penachioni, de 35 anos, foi preso em flagrante quando transportava o entorpecente no veículo. Foram encontrados 1.040 tabletes de maconha que totalizaram na pesagem preliminar 898,80 Kg.

Segundo a Polícia Federal (PF), a droga teria vindo do Paraguai e Humberto a recebeu na capital paulista. Este traria o entorpecente para ser distribuído em pontos de drogas de Feira de Santana e Salvador.

Fonte: Estadão

FALTA DE KRILL DIMINUI POPULAÇÃO DE PINGUINS NA ANTÁRTIDA

Duas das mais conhecidas espécies de pinguim da Antártida - o de barbicha e o de Adélia - estão sob pressão por causa dos efeitos do aquecimento na região, que reduziu os cardumes de krill, um crustáceo que é o seu principal alimento.

Arquivo AE
Menos pinguins jovens estão sobrevivendo à fase que cientistas chamam de "transição para a independência" devido à escassez de krill, um pequeno animal parecido com o camarão, segundo um estudo publicado na segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

O estudo concluiu que apenas 10% dos jovens pinguins sobrevivem à primeira viagem voltando do habitat onde passam o inverno para suas colônias de origem.

Quando o estudo começou a ser feito, em meados da década de 1970, um pinguim de 2 a 4 anos de idade tinha cerca de 50% de chance de sobreviver à jornada, disse por telefone Wayne Trivelpiece, principal autor da pesquisa, ligado à Divisão de Pesquisas do Ecossistema da Antártida, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.

Os pinguins jovens "não são mais capazes de fazer nada parecido com o que conseguiam antes, e achamos que isso está diretamente relacionado ao fato de que há 80% menos krill por lá atualmente", afirmou.

Inicialmente, os cientistas imaginaram que pelo menos uma das espécies afetadas poderia se beneficiar da mudança climática, já que os pinguins de Adélia adoram o gelo, enquanto os de barbicha o evitam.

Mas a nova pesquisa sugere que a sobrevivência dos pinguins está menos associada à degradação do seu habitat, que também está em curso, e mais à degradação do habitat do krill.

O krill forma a base da teia alimentar marinha, permitindo a sobrevivência de inúmeras espécies de peixes, pinguins e até baleias. Esse crustáceo se alimenta de fitoplâncton, algas geladas, basicamente, que se proliferam nas laterais de blocos de gelo.

Os camarõezinhos são especialmente adaptados para se alimentarem de pequenas plantas entre os cristais de gelo. Nas últimas décadas, porém, o gelo tem se formado mais tardiamente a cada ano, abrange uma área menor, e derrete mais cedo. Sem gelo, o krill tem problemas para se alimentar, e sua população diminui.

A pesquisa de Trivelpiece focou uma área que registra um dos maiores aquecimentos em todo o mundo: a Península Antártida e as ilhas vizinhas.

A temperatura mediana no inverno nessa área subiu quase 6 graus Celsius desde meados do século 20, enquanto a elevação média mundial foi inferior a 1 grau Celsius.

O estudo foi parcialmente financiado pelo Programa Oceânico Lenfest, que apoia pesquisas no ambiente marinho global. 

Fonte: Estadão

ACOMPANHE A SUA DECLARAÇÃO 2011

A Receita Federal antecipou o processamento das declarações, anteriormente anunciado para maio, segundo informações do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Na prática, significa que o contribuinte que já enviou a declaração pode, por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Cidadão (e-CAC), verificar se a declaração têm pendências ou está correta. O e-CAC foi criado para permitir ao cidadão fazer a autorregulamentação fiscal. É preciso fazer um cadastro para receber uma senha.

De acordo com a Receita Federal, até as 9h40 desta terça-feira, 7,950 milhões de declarações haviam sido entregues - 33,25% do total estimado (24 milhões). Este ano as declarações só podem ser preenchidas por meio de aplicativo próprio disponível no site da Receita Federal na internet.

O programa gerador da declaração pode ser instalado em praticamente todos os computadores. Depois de preenchida, a declaração deve ser enviada à Receita por meio da internet através de outro aplicativo, conhecido como Receitanet, ou entregue em disquete nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

O contribuinte que não fez a declaração precisa ficar atento ao prazo, que termina às 23h59 do dia 29 de abril. O horário é sempre o de Brasília. Para quem pretende entregar a declaração em disquete no Banco do Brasil (BB) ou na Caixa Econômica Federal, será respeitado o horário de fechamento de cada agência bancária.

Para saber se está obrigado a declarar, a dica para o contribuinte é responder ao questionário criado pela Receita Federal. Um tutorial também está disponível no site com orientações sobre todas as etapas, desde o download do programa gerador até a restituição do imposto ou eventuais pendências e regularizações.

O primeiro lote regular de restituições, dos sete previstos, será liberado no dia 15 de junho e o último, no dia 15 de dezembro.

Fonte: Terra