sexta-feira, 6 de maio de 2011

UNIVERSIDADES DA BAHIA EM GREVE

Sobre porcos, homens e a universidade pública na Bahia


Roque Pinto*

Era uma vez uma fazenda em que os animais eram submetidos a um patrão egoísta e brutal. Após um levante, estes animais expulsaram o dono do lugar e instituíram, sob o comando dos porcos Napoleão e Bola de Neve, um regime que se pretendia solidário e igualitário. Com o passar dos anos, Napoleão trama um golpe contra Bola de Neve, expulsa-o da fazenda e instaura uma ditadura tão malévola, corrupta e bestial que alguns animais anelavam pelo tempo em que a Granja Solar era tocada pelo cruel Sr. Jones.

De fato, na obra “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), de George Orwell, não tardou mais do que seis anos para que o porco Napoleão, que já ocupava a casa do Sr. Jones, passasse a beber álcool, deturpar e violar sistematicamente os sete mandamentos do “animalismo”, ocupar a cama e vestir as roupas do seu ex-dono, andar sobre duas patas e, explorando à total exaustão os demais animais, negociar a produção da fazenda com os humanos em benefício próprio.

A tinta de Orwell versa sobre a Revolução Bolchevique de 1917 e sua degeneração na ditadura de Stálin. É uma fábula que, para além de retratar de forma alegórica uma circunstância histórica específica, trata mais abstratamente dos processos de dominação que advêm do poder formal, independentemente da coloração ideológica que o emoldura.

Nesse sentido, a metáfora orwelliana poderia ser transposta e inspirar o entendimento de contextos outros, em tempos e espaços diversos daqueles em que fora originalmente concebida. Um desses cenários, em particular, apresenta similitudes espantosas. Falo do Estado da Bahia, no ano de 2011.

A Bahia, como se sabe, foi governada por quase 30 anos por um grupo político que comandava orgânica e hegemonicamente praticamente todas as instâncias formais da vida civil, servindo-se das mesmas táticas de propaganda, censura, perseguição, privilégios e controle social modeladas no fascismo italiano, e cujo artífice, mentor e chefe supremo foi o temido prefeito biônico, governador e senador Antônio Carlos Magalhães – ou Toninho Malvadeza para os movimentos sociais, sindicatos, jornalistas, políticos de esquerda e toda a ampla gama de gente que padeceu sob os cassetetes dos seus comandados.

ACM viveu ainda para, estupefato, amargar uma derrota acachapante nas urnas, em 2006, com a eleição de Jaques Wagner (PT) para o governo do Estado, sindicalista ligado à indústria petroquímica. A vitória de Wagner deu-se, portanto, pela irrevogável vontade popular de dar cabo ao império carlista e à ingerência dos seus caprichos sobre a coisa pública. E então fez-se a luz, a grande surpresa das eleições gerais de 2006 no Brasil: o novo, o fim de uma era obscura e autoritária: emerge o “governo de todos nós”.

Mas não tardou, para desapontamento dos trabalhadores baianos, que o “governo de todos nós” logo se transformasse no “governo de todos os nós”: o nó da segurança pública, o nó da saúde, o nó da educação… Triste Bahia.

Pobre educação baiana. Neste exato momento todas as quatro universidades estaduais se encontram em greve por tempo indeterminado, num movimento unificado cujos pleitos, comum a todas, são velhos conhecidos de cada um dos governadores que passaram pelo Palácio de Ondina: melhoria das condições trabalho, mais recursos para a educação, respeito aos servidores.

Concretamente, o governo Wagner, a partir de um decreto (12.583) e uma portaria, re-emitidos em fevereiro, de um só tacão promove a inanição financeira das instituições, com o estrangulamento das suas atividades fins, e solapa a autonomia universitária ao transferir para a tecnocracia do estado uma miríade de resoluções ordinárias que desde sempre coube às universidades fazê-lo, em função de suas próprias dinâmicas, tornando as ações de progressão laboral, concurso público, alocação de recursos para atividades extensionstas e de pesquisa, ou mesmo a compra de pipetas, luvas e sabão um verdadeiro pesadelo kafkiano.

No campo da negociação salarial, os acordos que vinham sendo pacientemente engendrados há mais de um ano foram suspensos unilateralmente com a chamada “cláusula da mordaça”, que textualmente vincula a incorporação de direitos trabalhistas ao impedimento dos docentes de pleitear qualquer demanda salarial até 2015.

Sobretudo, as normativas do governo Wagner representam uma excrescência legal, e no limite a própria suspensão do Estado de Direito: o dito decreto e seus apêndices violam frontal e acintosamente a Constituição do Estado da Bahia, especificamente no seu capítulo XIII, artigo 262, que rege sobre a autonomia didático-científica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial das suas universidades estaduais.

É notável que o contingenciamento de recursos para a educação superior se dê num contexto de bonança da economia baiana, com um aumento de PIB na monta de 7,5% em 2010. Portanto, injustificável sob o ponto de vista econômico. E mais ainda sob o ponto de vista político e jurídico, posto que a intervenção do Estado nas universidades, a subtração evidente da sua autonomia, é um assalto à legalidade e um retrocesso que é a concretização extemporânea de um velho sonho carlista: uma Bahia de joelhos, acéfala, obediente às volições imperiais do seu déspota, esclarecido ou não.

Do Palácio de Ondina à Granja Solar. Desde a primeira eleição de Jaques Wagner ao presente se tem, curiosamente, o mesmo lapso de tempo em que se deu, na fábula Orwell, a transformação do militante Napoleão num tirano incontrolável. Pois que, gradualmente, os mesmos instrumentos de dominação da repulsiva era ACM são reabilitados aqui e ali pelos “companheiros de luta” ora ocupantes do Palácio de Ondina: o contingenciamento de recursos, a propaganda, os privilégios, a recusa da negociação, o corte de salários, as ameaças, o terror. A peça final dessa transformação grotesca se deu com o corte de salários dos professores e a troca da negociação pela propaganda. De fato, o PT da Bahia tem demonstrado ser um aluno exemplar e vem aplicando sistematicamente os ensinamentos da escola de terror da era ACM:

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/0000/00/00/92762,governo-da-bahia-faz-mais-pelo-ensino-superior.html#

Pois agora se sabe que o novo já nasceu velho e não se sabe mais qual diferença há entre ACM e Jaques Wagner. Ambos se igualam no tratamento dispensado aos amigos, à publicidade e aos trabalhadores do Estado da Bahia. Triste Bahia. Donde cabem à perfeição as palavras finais da obra de George Orwell: “mas já se tornara impossível distinguir quem era homem quem era porco.”

*Doutor em antropologia, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz

Fonte: Viomundo

MANTEGA AFIRMA QUE GASOLINA E ETANOL FICARÃO MAIS BARATOS ESTE MÊS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, divulgado hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda está alto, mas destacou que o resultado mostra tendência de queda da inflação. No mês passado, o IPCA ficou em 0,77%, ante 0,79% em março.

Segundo ele, embora o vilão da inflação em abril ainda tenha sido o combustível, tanto a gasolina quanto o etanol, a boa notícia é que, este mês, os preços desses produtos já mostram queda. “Começou a safra, o preço do etanol ao produtor já caiu bastante e logo mais chegará à bomba de gasolina. Portanto, já teremos uma queda da gasolina e do etanol a partir de maio”, disse.

Outra boa notícia, lembrou o ministro, é que os preços das commodities no mercado internacional estão caindo fortemente. Ele destacou que essa queda vinha sendo registrada nos últimos quatro dias e ontem (5) houve uma queda redução no caso do petróleo, de 8,5%.

“O petróleo é um dos itens que mais inflacionam o índice de commodities mundial. A notícia é boa porque o conjunto de commodities, incluindo as metálicas e alimentares, caiu 4,5% só no dia de ontem”, comemorou.

Além da desaceleração do preço das commodities, consideradas uma das principais causas da inflação mundial e da brasileira, Mantega destacou o começo da safra no Brasil, que repercute no preço dos alimentos, como outro bom sinal para a queda da inflação.

“Os preços estão caindo e aparecem no IPCA de abril. Daqui para a frente vão cair mais ainda”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

BEBÊ DE 7 MESES MORRE AO SER ESQUECIDO NO CARRO PELO PAI

Uma menina de 7 meses morreu após ser esquecida pelo pai dentro do carro, no estacionamento da empresa em que ele trabalha, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

Em depoimento à polícia, o homem disse que levou a criança para fazer exames médicos de rotina. Por causa da consulta, acabou se atrasando para o trabalho e decidiu não levar a filha para a escola, seguindo direto para o escritório.

O Conselho Tutelar da cidade informou que o pai chegou ao trabalho por volta das 13h e encontrou a filha às 18h. Em seguida, ele a levou para um hospital na região, mas a criança já chegou morta.

De acordo com a GloboNews, o homem não foi preso em flagrante, porque se apresentou à polícia. Ele será indiciado por homicídio doloso e vai responder em liberdade.

A Polícia Civil espera o laudo do Departamento Médico Legal para saber as causas da morte do bebê.

Fonte: Jornal do Brasil

CIENTISTAS DESCOBREM QUE "CÉU" DE LUA DE SATURNO ESTÁ CAINDO

Observações feitas pela sonda Cassini-Huygens, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), indicam que "o céu está caindo" em uma lua de Saturno. Uma camada de neblina que cobre a maior parte da superfície de Titã caiu de uma altitude de 500 km para 380 km entre os anos de 2007 e 2010. Segundo os cientistas, a queda indica uma mudança de estação em Titã e mostra que a lua é um mundo dinâmico. Os pesquisadores acreditam que o estudo desse fenômeno pode ajudar a entender melhor a meteorologia na Terra, Marte e outros locais do Sistema Solar.

Imagem registrada pela sonda Cassini em 2009 mostra a diferença de iluminação nos hemisférios de Titã - o sul mais claro que o norte -, o que indica a .... Foto: Nasa/JPL/Divulgação

Os cientistas da Nasa afirmam que a neblina é um fenômeno comum em todo o Sistema Solar, seja na Terra ou nos polos de Marte, certas regiões de Saturno ou em Titã, onde nos impede de observar diretamente a superfície. Contudo, de acordo com Bob West, pesquisador que participa da missão Cassini-Huygens, a neblina dessa lua está se comportando de maneira incomum, nunca observada antes no Sistema Solar. Com a mudança de estação, ela simplesmente caiu para menores altitudes.

As atmosferas da Terra e dessa lua têm muitas semelhanças - como tempestades sazonais e nuvens cirros -, mas Titã tem vários aspectos incomuns ao nosso planeta: a atmosfera é muito mais massiva e densa e as camadas superiores rodam mais rapidamente que a própria rotação da lua. Além disso, ela é rica em moléculas orgânicas, mas com um ambiente muito mais frio que o nosso. A lua ainda não tem um campo magnético próprio para se proteger, mas está dentro do campo de Saturno (na maior parte do tempo). Todas essas diferenças, afirmam os pesquisadores, transformam esse satélite natural em um laboratório para entender as propriedades meteorológicas da Terra e de outros planetas.

Sete anos de primavera

As mudanças de estação em Titã estão ligadas à órbita de Saturno - um ano no planeta é equivalente a 29 anos e meio na Terra. A primavera (ou outono, dependendo do hemisfério) nessa lua começou em 11 de agosto de 2009. Voos das sondas Voyager mostram que os hemisférios do satélite natural ficam mais escuros ou iluminados - e os cientistas acreditam que isso seja causado pela quantidade da neblina no norte e no sul.

A "queda do céu" em Titã ocorreu em poucos meses e se acelerou próximo ao equinócio. A mudança na iluminação dos hemisférios dura mais de sete anos (da Terra), o equivalente a uma estação em Saturno, e se completa com o solstício em Titã. Nesse momento, o hemisfério que está no inverno fica mais escuro, devido ao aumento da densidade da neblina na região.

Fonte: Terra

TALIBAN PROMETE VINGAR MORTE DE OSAMA BIN LADEN

Combatentes do Taliban fortemente armados, que apareceram num vídeo que mostra pessoas vestidas como militantes da linha de frente no sul do Afeganistão, disseram que a morte de Osama bin Laden os inspirará a continuar a luta até que todas as tropas estrangeiras tenham deixado o país.

A autenticidade do vídeo obtido pela Reuters no sul do Afeganistão não pode ser confirmada.

O vídeo mostra seis combatentes não identificados do Taliban, todos com os rostos cobertos, com rifles de assalto, lançadores de granada, metralhadoras e outras armas.

Três deles prometeram continuar a combater as forças estrangeiras lideradas pela Otan, apesar do assassinato de Bin Laden, morto por forças dos Estados Unidos no Paquistão.

"Mesmo se a notícia do martírio de Osama bin Laden for verdade, isso não vai mudar nossa política de jihad (guerra santa)... se for verdade que ele está morto, isso nos dará mais motivação para continuar nossa jihad", disse um dos combatentes no vídeo.

Os combatentes falaram sob a condição de que seus nomes e localização não fossem divulgados. A Reuters obteve o vídeo no sul do Afeganistão.

"O martírio de Osama bin Laden não vai afetar nossa estratégia e não nos afastará de nossa meta", disse um segundo combatente. "Vamos continuar com nossa jihad e nosso sacrifício contra os infiéis até o dia do julgamento final, e vamos vingar nossos mártires."

Fonte: Reuters

JORNAL "EL COMERCIO" DO EQUADOR TEME CENSURA DO GOVERNO

Os jornalistas do "El Comercio", veículo importante da imprensa equatoriana, pararam de escrever, para ouvir um discurso de sua diretora, Guadalupe Mantilla, em defesa da liberdade de expressão que, alguns acreditam, está sendo ameaçada pelo referendo a ser realizado neste sábado no país.

Na redação deste jornal, fundado por seu avô, há 105 anos, Mantilla exibiu uma camiseta branca com os dizeres: "liberdade" e "mais respeito", usada num ato, no dia 3 de maio, que reuniu muitos profissionais de vários jornais, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Ela destacou a necessidade de independência da imprensa para que o Equador não se torne "um país obscuro".

Seu chamado tem uma motivação: o referendo promovido pelo presidente Rafael Correa. Ele propõe uma lei que cria um orgão para regular o conteúdo dos meios de comunicação e definir sanções aos jornalistas e meios.

O projeto também proíbe que jornais e bancos invistam em outros setores.

Mantilla, junto de outros grupos de jornais e comerciais, teme qua a lei proposta pelo governo restrinja a liberdade de imprensa. Alguns grupos a consideram um "sistema de censura previa".

"A lei pode parecer muito boa, mas é vaga e dá margens a interpretações, e é aí que podemos sofrer ataques, eles podem interpretar do seu modo", diz Mantilla à AFP.

O projeto original, depois modificado, determinava uma importante participação do poder Executivo sobre um Conselho de regulação, multas pesadas e controles para a compra de matérias-primas, de acordo com Mantilla.

O presidente do Equador, Rafael Correa, tentará legitimar-se em um referendo sobre emendas à justiça neste sábado, numa busca de contornar o fantasma da instabilidade política que ronda o país desde a rebelião policial que gerou a crise de 30 de setembro de 2010.

Correa, que já venceu cinco eleições seguidas, desde que assumiu o poder em 2007, propôs o referendo dois meses depois do levante policial por reajustes salariais, que deixou dez pessoas mortas. Segundo o presidente, a revolta teria sido instigada por opositores para tentar derrubá-lo e até assassiná-lo.

A oposição nega essas denúncias e tem promovido o "Não" no referendo através de várias frentes, alegando que o presidente socialista busca controlar o poder judiciário e restringir direitos e liberdades ao impor limites aos bancos de investimento e aos meios de comunicação, assim como restrições à imprensa.

A gestão de Correa tem a aprovação de cerca de 65% dos equatorianos, diante de cerca de 32% de reprovação, segundo uma pesquisa da empresa Santiago Pérez, divulgada no último dia 16 de abril.

Fonte: AFP

LOJAS AMERICANAS TÊM LUCRO DE 62,4 MILHÕES DE REAIS NO PRIMEIRO TRIMESTRE

A Lojas Americanas informou na madrugada desta sexta-feira que teve lucro líquido de 62,4 milhões de reais no primeiro trimestre, 28,1 por cento superior ao apurado no mesmo período de 2010.

A média das previsões obtidas pela Reuters com sete analistas apontava para lucro líquido trimestral de 32,7 milhões de reais para a empresa .

Embora tenha sofrido aumento dos Ajustes a Valor Presente (AVP) das mercadorias vendidas, a varejista foi beneficiada por um crescimento de 8,1 por cento na receita líquida, que somou 2,252 bilhões de reais nos três primeiros meses do ano.

No período, o AVP de vendas subiu 27,4 por cento, tendo efeito negativo de 56,8 milhões de reais.

Mas, apesar do aumento do faturamento trimestral, a Americanas teve a base comparativa com o ano anterior prejudicada pelo feriado da Páscoa que, em 2010, foi comemorado em 4 de abril. Este ano a comemoração ocorreu no dia 24 do mês passado.

"Dessa forma, as vendas relativas a este importante evento tiveram um impacto maior no primeiro trimestre de 2010 quando comparado ao mesmo período de 2011", afirma a companhia no balanço.

Nesse sentido, a varejista divulgou, excepcionalmente, o resultado das vendas pelo conceito mesmas lojas --que considera apenas aquelas com pelo menos 12 meses de operação-- para o primeiro quadrimestre, quando houve crescimento de 10 por cento.

O resultado trimestral da Americanas também veio com um aumento das despesas com vendas, gerais e administrativas, que totalizaram 428,3 milhões de reais, ou 19 por cento da receita líquida.

Nos três meses até março, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa aumentou 17,5 por cento, somando 279,5 milhões de reais, enquanto a margem passou de 11,4 para 12,4 por cento.

A Americanas encerrou o trimestre com endividamento líquido de 916,3 milhões de reais. No período, os investimentos somaram 63,2 milhões de reais.

Em 2011 a companhia já inaugurou 17 lojas e, até o final do ano, prevê outras 47 novas unidades.

Fonte: Reuters