sexta-feira, 20 de abril de 2012

DÓLAR SOBE 1,60% NA SEMANA

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira, interrompendo cinco sessões de alta consecutivas, com correções técnicas e o mercado testando os patamares de atuação do Banco Central, segundo operadores. Na semana, no entanto, a moeda norte-americana registrou alta de mais de 1,50 por cento, justamente pela forte presença da autoridade monetária.

Nesta sessão, o BC realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, após ficar de fora do mercado na véspera, quando a moeda chegou próxima ao patamar de 1,90 real. Desde quinta-feira da semana passada, no entanto, a autoridade monetária vinha fazendo dois leilões no mercado à vista por sessão.

A divisa fechou em queda de 0,64 por cento ante o real nesta sexta-feira, cotada a 1,8695 real na venda, oscilando entre 1,8620 e 1,8877. Na semana, porém, com essa forte atuação do BC ao longo dos dias, a moeda registrou valorização de 1,60 por cento.

"Ontem o dólar subiu sozinho e BC decidiu não atuar. Já hoje, como a moeda já estava caindo, acho que ele tentou impedir uma queda maior e fez um leilão", disse o operador de câmbio da B&T Corretora de Câmbio, Marcos Trabbold.

Com essa parada de leilões na véspera, Trabbold acredita que nesta sexta-feira o mercado ficou testando patamares mais baixos do dólar, para tentar descobrir com qual cotação o BC interviria. Tanto que o dólar chegou a cair mais de 1 por cento ante o real durante a tarde.

"O mercado fica procurando essa informação e quando (o dólar) estava em torno de 1,87 real, ele fez um leilão. Pode ser que o mercado comece a achar que é em torno de 1,87 (real)", disse.

O operador ainda citou que é normal que a moeda tivesse um dia de correção, caindo depois de várias altas seguidas.

Outro operador, que prefere não ser identificado, concorda e acredita que o BC também pode ter visto um fluxo de entrada de dólares no país e entrou no mercado para evitar valorizações.

"A moeda continua sendo afetada por essa atuação do BC, vamos ver nos próximos dias se ele vai atuar novamente em 1,87 real. Ele pode ter vista algum fluxo também.", afirmou.

Para o operador, o mercado pode entender ainda que o BC não deseja a moeda próxima de 1,90 real, mas não quer fique muito abaixo de 1,87 real.

Fonte: Reuters

BRIC's JÁ RESPONDEM POR 6% DA AJUDA GLOBAL

Os cinco países Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – respondem por pelo menos 6% de toda a ajuda oficial concedida no mundo – direcionada principalmente aos países de renda baixa –, segundo as estimativas do Banco Mundial divulgadas nesta sexta-feira.

Estima-se que o grupo mais influente das economias emergentes tenha contribuído com US$ 3,7 bilhões de ajuda financeira em 2009, o período mais atualizado para a comparação, dentro de um total de US$ 183,3 bilhões em ajuda.
Refugiados da Somália
Refugiados na Somália | Foto: Reuters
Em 2009, a China liberou US$ 1,9 bilhão, comparado a US$ 600 milhões em 2003.

A lista segue com Rússia (US$ 785 milhões), Índia (US$ 488 milhões), Brasil (US$ 362 milhões) e África do Sul (US$ 109 milhões).

Isto representa um terço do total da ajuda desembolsada por países fora do universo de doadores tradicionais, estima o relatório.

Diferentemente dos países desenvolvidos, que têm uma metodologia comum de medir ajuda financeira e comunicam seus números à Organização para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), os números dos Brics são difíceis de precisar.

Na quinta-feira, falando aqui em Washington, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que uma “estimativa modesta” da ajuda dos países emergentes para os mais pobres é US$ 15 bilhões por ano.

Relação de igualdade

Apesar das limitações no campo das estimativas, o Relatório de Monitoramento Global, um informe anual do Banco Mundial sobre o desenvolvimento no mundo, é firme ao indicar a “relação de igualdade” que caracteriza a relação entre emergentes e mais pobres.

O estudo nota que os recursos dos Brics são concedidos “através de uma combinação de financiamento condicional e incondicional”e “normalmente sem condições políticas”.

Outras organizações – e os próprios países recipientes de ajuda – já ressaltaram esta relação de maior igualdade no trato com os Brics, em contraste com assistência acoplada a condições, muitas vezes difíceis e políticas, requeridas pelos doadores tradicionais.

O repertório dos países emergentes inclui perdões de dívida, empréstimos sem juros e linhas de crédito especiais.

Para os especialistas do Banco Mundial, este tipo de cooperação ressalta aspectos da relação doador-receptor que incluem “complementaridades, recursos adicionais e know-how técnico”.

Brasil

O caso brasileiro é um exemplo. Capitaneada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a ajuda do Brasil se dá sobretudo nos setores de agricultura, educação e saúde, tanto na América Latina quanto na África lusófona.

Vários projetos são realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa), que realiza cooperação técnica em inúmeros países e já é quase considerada, sob esse aspecto, um braço da diplomacia brasileira.

Em 2010, a contribuição do Brasil para projetos de alimentação mundial, para a reconstrução do Haiti e para projetos de cooperação técnica, entre outras finalidades, chegava a US$ 1,2 bilhão, nos cálculos da revista britânica Economist.

Proliferação de atores

Comparado com o da década de 90, o cenário de doadores – ou de prestação de assistência – hoje é de proliferação.

O principal grupo de doadores, os países desenvolvidos, ainda está concentrado no Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (DAC, na sigla em inglês), da OCDE. Em 2011, o total de ajuda concedida por esses países foi de US$ 133,5 bilhões.

Naquele ano, segundo a OCDE, outro grupo de países emergentes que não são doadores tradicionais, como os países árabes, Rússia, China, Taiwan e países do leste Europeu, desembolsaram cerca de US$ 7,2 bilhões em ajuda.

Mas como ressalta o relatório, a grande mudança no panorama da ajuda internacional nas últimas duas décadas foi o surgimento das organizações não-governamentais. No ano passado, segundo uma estimativa citada no relatório, essas entidades doaram US$ 52,5 bilhões para os países de renda média e baixa.

Um dos efeitos positivos deste envolvimento é o reforço dos pedidos de mais transparência nas transações de ajuda financeira, afirma o relatório.

Mas apesar dos “inúmeros benefícios” da ampliação da base de doadores, isto “também coloca novos desafios importantes, incluindo um aumento dos custos administrativos e de transações tanto para doadores quanto recipientes”.

Hoje, muito mais que há duas décadas, os países recipientes de ajuda lidam com um número crescente de fontes de financiamento, o que incrementa os custos duplicados de administração, e o valor de cada projeto é menor.

Crise

O relatório alerta para os efeitos da crise econômica sobre os fluxos de ajuda financeira e sobre os países que dependem deles. Entre 2005 e 2010, estes recursos preencheram 60% das necessidades de financiamento dos países de renda baixa.

Ao mesmo tempo, alertou o Banco Mundial, o progresso dos países em desenvolvimento foi seriamente afetado pela volatilidade nos preços dos alimentos. Para o especialista do FMI sobre o tema, Hugh Bredenkamp, “a frágil economia global pode muito bem desacelerar os progressos dos países em desenvolvimento no campo do desenvolvimento humano”.

“As posições fiscais, de dívida e de conta corrente, particularmente para os países de renda baixa, foram enfraquecidas pela crise financeira global”.

Fonte: BBC Brasil

MAU TEMPO DERRUBA AVIÃO DE PASSAGEIROS NO PAQUISTÃO

Um avião com mais de 120 pessoas a bordo caiu nesta sexta-feira (20) próximo ao aeroporto internacional de Islamabad, capital do Paquistão, segundo informações de uma rede de TV local. A polícia paquistanesa informou que não há chances de encontrar sobreviventes.


Segundo a emissora Geo News, a aeronave é um Boeing 737 da empresa Bhoja Air, de origem paquistanesa. O acidente teria sido causado por causa do mau tempo e da baixa visibilidade.

De acordo com o órgão de aviação civil local, 122 pessoas estavam a bordo, entre passageiros e tripulantes. A informação foi confirmada por Jaser Abro, porta-voz da empresa Bhoja Air. Segundo ele, havia 116 passageiros e seis tripulantes a bordo.

No entanto, ainda não é possível cravar o número exato de pessoas a bordo, já que outras fontes oficiais relataram que o número de vítimas seria de 126 ou 131 pessoas.

A aeronave partiu às 17h (hora local, 9h em Brasília) da cidade de Karachi e deveria pousar em Islamabad às 18h40 (10h40 em Brasília), mas caiu momentos antes da aterrissagem.

Uma fonte do órgão de aviação civil do Paquistão disse que o avião recebeu do aeroporto a permissão para pousar, mas logo em seguida perdeu o contato com a torre de controle.

Um oficial da equipe de resgate, Saifur Rehman, afirmou à Geo News que o avião caiu na vila de Hussain Abad, distante cerca de 3 km da principal autopista de Islamabad.

— Os destroços do avião pegaram fogo após o acidente. A aeronave está completamente destruída.

No momento do acidente, a emissora informou que caía uma forte chuva de trovoadas sobre a cidade.

Logo após a queda, todos os hospitais da capital e de Rawalpindi, próximo ao aeroporto, foram colocados em alerta para o atendimento às vítimas.

Em julho de 2010, outro avião paquistanês caiu perto da capital Islamabad devido ao mau tempo, matando todos os seus 152 ocupantes.

A capital paquistanesa é cercada a noroeste pela cadeia de montanhas de Margalla.

Fonte: R7

TROPAS SÍRIAS BOMBARDEARAM HOMS

As tropas do regime sírio bombardearam nesta sexta-feira, 20, a cidade de Homs, reduto opositor situado no centro do país, apesar do cessar-fogo em vigor, informou a rede de ativistas opositora Sham.
AFP
Os bombardeios estão caindo sobre a cidade de maneira mais intensa que nos últimos dias, disse seu coordenador, Jaafar al-Jeir.

O também opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos explicou, por sua vez, que foram ouvidos fortes tiroteios e explosões no bairro de Hamidiya, mas não precisou se houve vítimas.

Além disso, as forças sírias dispararam e produziram campanhas de detenções na localidade de Anjel, na província meridional de Deraa, enquanto foram registradas explosões na cidade de Duma, nos arredores de Damasco, acrescentou o Observatório em comunicado.

Essa nova jornada de violência acontece um dia depois de os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) terem pedido a formação de uma aliança militar dos países aliados que intervenha de forma pontual na Síria, diante da recusa do regime sírio em cumprir a cessação das hostilidades.

Reunidos em Paris, os países "Amigos da Síria" realizaram ontem uma reunião ministerial para analisar o cumprimento da trégua por todas as partes e decidir as próximas medidas de pressão.

Enquanto isso, continua na Síria a missão de observadores da ONU, encarregada de verificar o cumprimento do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan, que inclui o fim da violência, o recuo militar das cidades e o início de um diálogo político, entre outros pontos.

A ONU e Damasco assinaram ontem o acordo que fornecerá as bases para o desdobramento de até 300 boinas azuis que supervisionarão o cessar-fogo no país, em vigor desde a última semana.

Desde então, a violência sofreu uma redução, mas não desapareceu de forma completa, em um clima de contínuas acusações entre ambas as partes. Desde que começaram os protestos contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, em março de 2011, mais de 9 mil pessoas morreram, segundo dados da ONU.

Fonte: EFE

FINANCEIRAS TAMBÉM VÃO CORTAR JUROS

Depois dos grandes bancos, agora é a vez de as financeiras cortarem as taxas de juros para não perder clientes. 'Todas vão reduzir as taxas no limite do possível. No decorrer do mês que vem, vamos ter boas novidades', avisou Érico Ferreira, presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), que reúne 64 financeiras.

Desde que o governo sacudiu o mercado de crédito duas semanas atrás e usou os bancos oficiais para forçar a redução dos juros, a competição se acirrou até entre a Caixa e o Banco do Brasil (BB). Quem saiu ganhando foi o consumidor, como o funcionário público João Paulo da Silva Barreto, de 30 anos.

Funcionário do Judiciário, ele acaba de fazer uma operação de portabilidade: levou um crédito consignado obtido no BB para a Caixa. 'Valeu mudar porque a taxa de juros da Caixa é menor', disse Barreto, que não fechou a conta salário no BB. A taxa de juros mensal cobrada pela Caixa é de 1,2% e, no BB, de 1,37%. Isso dá uma redução de R$ 14 na prestação atual de R$ 1.430, de um empréstimo de R$ 45 mil, financiado em 40 meses.

Além das condições mais vantajosas de empréstimo, Barreto disse que optou pela migração porque pretende obter um outro financiamento para compra de imóvel. Por isso, ele acha interessante ter conta na Caixa.

Guerra

O vice-presidente de Atendimento e Negócios da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, descreveu a 'operação de guerra' que foi montada pelo banco para atender ao aumento significativo no número de clientes ocorrido em duas semanas. A partir de segunda-feira, todas as agências vão abrir uma hora mais cedo. 'Deslocamos até funcionários de áreas 'meio' para o atendimento', contou.

No dia 12 de maio, um sábado, as principais agência vão funcionar só para atender o público e fazer simulações sobre as novas condições dos empréstimos.

O executivo ilustra com números o crescimento da procura por informações sobre crédito. Desde o dia 9 de abril até ontem, o site da Caixa recebeu 1,035 milhão de visitas e realizou 421 mil simulações de crédito. O telemarketing, com 350 funcionários, montado exclusivamente para informar sobre o novo pacote de crédito, recebeu 40.730 ligações.

Além da maior procura, há números vigorosos de aumento nos empréstimos. Em duas semanas, foram fechados na Caixa 26,7 mil financiamentos de capital de giro para empresas, com alta de 276% sobre o período imediatamente anterior. Para o consumidor, o banco aprovou no período 84,7 mil novos créditos, volume 20% maior do que o de duas semanas atrás.

Cruz disse que dinheiro não falta para bancar a ofensiva no crédito. 'O banco tem R$ 78 bilhões para o programa e há margem para ampliar a cifra.' Quanto ao risco, ele disse que o seu é mais baixo do que o do mercado.

Fonte: Estadão

CACHOEIRA DIZ QUE MARCONI PERILLO (PSDB) É SÓCIO DE AVIÃO DE R$ 4 MILHÕES

Reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal Folha de S.Paulo revela um diálogo gravado pela Polícia Federal em que o empresário Carlinhos Cachoeira diz que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), é dono de um avião Cessna, avaliado em R$ 4 milhões, em sociedade com dois empresários. 


Na gravação, de abril de 2011, Cachoeira fala para o ex-vereador Wladimir Garcez, que segundo a PF é seu "assessor direto", que Perillo é dono de metade do avião. A sociedade seria entre o governador, Rossine Aires Guimarães, que também seria sócio do bicheiro, e Hélder Rodrigues Zebral, ex-dono da churrascaria Porcão, em Brasília.

"Aquele cara do Porcão, o Hélder, esse cara, ele é sócio do Marconi num um avião aí com o Rossine viu... Ele é um Cessna, 2010, pagou R$ 4 milhões, um trem assim. E Marconi tem 50%, o Rossi 25% e o esse Hélder, do Porcão, tem 25%. Tá voando com eles ai", diz o contraventor na gravação. 

Na conversa, Cachoeira ainda se mostra preocupado com a atuação de Zebral. "Rapaz, esse cara (Zebral) tá com parceria com todo mundo. Nós estamos levando bola nas costas em tudo, viu?" Ao jornal, Perillo disse que nunca teve aeronave nenhuma nem sociedade com Guimarães ou Zebral.

Fonte: Terra

GOVERNO COMEÇA A DESTRAVAR CADASTRO DE BONS PAGADORES

Após os principais bancos privados cederem à pressão do governo para reduzir o custo dos empréstimos no país, a equipe econômica deverá destravar a implementação do cadastro positivo, uma central com informações sobre bons pagadores.

Está pronta uma regulamentação para tentar fazer com que o cadastro funcione. A expectativa é que a medida, que consta da lista de propostas apresentada pelos bancos, seja divulgada nos próximos dias, após um análise da área jurídica do Ministério da Fazenda e o aval do ministro Guido Mantega.

Os bancos querem maior rigor na criação das centrais que vão administrar os dados dos consumidores. Isso porque todos os envolvidos respondem de forma solidária pelas informações. As instituições temem ser responsabilizadas em caso de uso indevido dos dados.

Para resolver essa questão, uma proposta é estabelecer a necessidade de certificação dos bancos de dados.

Na Fazenda, há o receio de limitar demais e acabar fazendo com que haja um monopólio nessa área quando a ideia inicial era justamente estimular a criação de várias centrais concorrentes.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress 
Fonte: Folha