terça-feira, 24 de abril de 2012

ELEITORES EUROPEUS ESTÃO DIZENDO NÃO AOS PACOTES DE AUSTERIDADE FISCAL

O resultado do primeiro turno das eleições na França e a queda do governo da Holanda causaram preocupações nos mercados, que veem sinais de que os eleitores europeus podem estar se voltando contra os pacotes de austeridade fiscal.

A bolsa de Nova York registrou queda de 0,8% na segunda-feira. Na Alemanha, na França e na Grã-Bretanha, os mercados financeiros registraram baixas de 3,4%, 2,8% e 1,9%, respectivamente.

Diversos governos europeus estão altamente endividados, o que tem aumentado os seus custos de empréstimos de longo prazo nos mercados financeiros. Ao mesmo tempo, a Europa passa por uma desaceleração econômica, queda do PIB e altos índices de desemprego.

Como solução para a crise econômica, e sob liderança da Alemanha e da França, países como Espanha, Portugal, Itália e Grécia têm promovido rigorosos pacotes de austeridade fiscal para tentar reduzir o endividamento.

No entanto, uma nova corrente de políticos que são contra as medidas de austeridade está ganhando força na França e na Holanda. Este grupo acredita que neste momento os governos deveriam tomar mais dinheiro emprestado e aumentar os seus gastos públicos como forma de estimular o crescimento e acabar com a recessão.

A austeridade fiscal ficaria para um segundo momento, quando a economia da Europa estivesse crescendo novamente.

Eleitores em outros países do bloco europeu – como Grécia e República Tcheca – também dão sinais de que podem estar se voltando contra a austeridade.

Socialistas na França

Na França, o socialista François Hollande ficou em primeiro lugar no primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião no segundo turno, contra o presidente Nicolas Sarkozy, que tem sido um dos principais proponentes da política de austeridade fiscal na Europa.

Já Hollande declarou que seu maior inimigo é "o mundo das finanças". Entre suas propostas está a contratação de 60 mil novos professores para a rede pública de ensino, o que elevaria os gastos públicos da França.

"[A vitória de Hollande no domingo] é um voto contra a austeridade e por uma nova dinâmica econômica a ser criada na Europa, especialmente na França", disse o ex-ministro da Educação, o socialista Jacques Lang, na segunda-feira, durante um comício celebrando o resultado de François Hollande no primeiro turno. "Nós não aceitamos esta situação em relação à indústria, aos salários e aos empregos, e precisamos mudar isso."

Mesmo se a vitória de Hollande não for confirmada, analistas políticos já veem nas urnas uma rejeição à ideia de austeridade fiscal entre os eleitores franceses. Entre os candidatos mais votados, dois deles – Hollande (que obteve 28,6% dos votos) e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon (11,1%) – são a favor de aumentar os gastos públicos.

A terceira candidata mais votada, Marie Le Pen (17,9%), da extrema direita, quer que a França abandone o euro como um todo, e também rechaça medidas de austeridade.

Crise política na Holanda

A austeridade fiscal está diretamente ligada à queda do governo centrista do premiê da Holanda, Mark Rutte.

A economia holandesa – a quinta maior da zona do euro – sobreviveu sem sobressaltos à crise do euro. No entanto, economistas acreditam que o endividamento do governo holandês está subindo e que deve atingir 4,7% do PIB em 2013.

Um novo acordo de estabilidade fiscal firmado pelos líderes da União Europeia no final do ano passado determina que o endividamento não pode superar 3% do PIB.

Desde março, o governo liderado por Rutte vinha buscando apoio de diversos partidos políticos da Holanda para tentar implementar cortes no orçamento que reduzissem a dívida pública.

Na segunda-feira, os dois partidos que negociavam com o premiê anunciaram que não estão dispostos a adotar medidas de austeridade que, segundo eles, prejudicariam o crescimento da economia holandesa e o custo de vida da população.

Mudanças de rumo

Há temores também de mudanças de rumo na Grécia e na República Tcheca.

A Grécia é o país europeu que precisou adotar as medidas mais drásticas de austeridade fiscal até agora - e que provocaram diversos protestos, muitos deles violentos, por todo o país. No dia 6 de maio, os gregos vão às urnas para eleger um novo Parlamento.

Pesquisas indicam que os partidos de correntes que seriam a favor de cortes orçamentários somam 36% da preferência dos eleitores neste momento. Já comunistas, trotskistas e o partido verde – que são contra qualquer proposta de austeridade – somam 37%.

Na República Checa, o governo de centro-direita do premiê Petr Necas vem promovendo cortes no sistema de aposentadoria e saúde, para tentar cumprir o pacto fiscal europeu. A República Checa e a Grã-Bretanha foram os únicos países entre os 27 do bloco europeu que não adotaram o pacto, mas apesar disso o premiê acredita que é importante cumprir a meta para acalmar os mercados.

No entanto, seu governo foi alvo no sábado de um dos maiores protestos públicos desde o fim do comunismo no país.

Recentemente, diversos políticos de um partido que integra a coalizão de governo checo renunciaram, devido a um escândalo de corrupção. O futuro do governo de Petr Necas é incerto. Analistas políticos acreditam que as forças de coalizão não conseguiriam se manter no poder no caso da convocação de uma nova eleição.

Punição nos mercados

Mas para muitos, as mudanças políticas na Europa não seriam necessariamente um sinal de que os pacotes de austeridade estariam com seus dias contados.

O líder do partido de Angela Merkel no Parlamento alemão, Peter Altmaier, disse à BBC que mesmo uma vitória do socialista François Hollande na França não será suficiente para alterar o pacto fiscal europeu e o caminho adotado até agora.

"No fim das contas, eu não consigo ver nenhuma alternativa viável ao que foi decidido na cúpula europeia do ano passado", disse Altmaier na segunda-feira.

"Se Hollande começar a gastar mais, desrespeitando os princípios de estabilidade financeira, ele será punido pelos mercados financeiros. Estou otimista que depois de um tempo poderemos continuar consolidando (o plano de austeridade), em vez de permitir mais déficit público do que podemos pagar. Eu não vejo o risco de nenhuma grande mudança na política econômica da Europa."

"O dinheiro está indo para a Alemanha. Hoje a Alemanha paga juro de 1,6% se precisa de empréstimos de dez anos no mercado. Outros países precisam pagar 3 ou 4 pontos percentuais a mais. Isso é um sinal da confiança dos mercados financeiros, e a Europa não pode sobreviver sem essa confiança", diz Altmaier.

Dados divulgados na segunda-feira mostram que os pacotes de austeridade da União Europeia estão conseguindo reduzir o endividamento do bloco como um todo – que caiu de 6,2% em 2010 para 4,1% no final do ano passado.

No entanto, a crise econômica está longe de uma solução. No mesmo dia, o Banco Central espanhol confirmou que a economia do país decaiu 0,4% no primeiro trimestre do ano, e que a Espanha está oficialmente em recessão.

Fonte: BBC Brasil

HOLANDESES VENDEM SOBRAS DE COMIDA PARA SUPERAR A CRISE

Durante o auge da crise financeira internacional, a Holanda parecia estar lidando relativamente bem com as ondas de problemas econômicos.

Mas, agora, depois da queda do governo do primeiro-ministro Mark Rutte por discordâncias sobre cortes no orçamento, os sinais dos efeitos da crise ficam cada vez mais claros no país.

Muitos holandeses vêm usando soluções criativas para driblar a crise, como vender o que sobra da comida feita em casa ou frequentar bares onde se pode levar a própria refeição.

Outros recorrem a doações de alimentos. Fome não é um conceito geralmente associado a países ricos europeus, mas a economia holandesa está em recessão e o índice de desemprego chegou a 6%, o índice mais alto em seis anos.

Uma em cada seis famílias tem dificuldades em pagar a conta do supermercado.

Em Amsterdã, uma das soluções é se juntar às filas em frente a um dos cinco "bancos de alimentos" da cidade, onde voluntários organizam doações para quem precisa.

"Recebemos cerca de 1,3 mil famílias por semana aqui. A demanda vinha crescendo já havia algum tempo, mas agora vemos um aumento mais acentuado", disse à BBC Piet van Diepen, do Banco de Alimentos de Amsterdã.

"Estamos vendo os efeitos da crise. Essas pessoas estão sem emprego, têm pouco dinheiro e muitas dívidas. O governo está diminuindo os benefícios também, então as pessoas precisam vir aqui", diz ele, acrescentando que, hoje, 60 mil pessoas em toda a Holanda dependem dessas doações.

Uma das primeiras da fila é Petra, que diz que os 40 euros (R$ 100) por semana que recebe do governo não são suficientes para alimentar a família. Segundo ela, sem as doações, ela seria forçada a roubar.

"Há muita pobreza na Holanda, mas ela está escondida, ninguém sabe."

Microondas no bar

Não muito longe dali, o badalado Basis Bar está lotado de pessoas determinadas a não deixar a crise atrapalhar sua vida social. No bar, os clientes trazem sua própria comida, que é aquecida pelos funcionários de graça. Só é preciso pagar pelas bebidas.

"É muito caro sair e comer fora, mas aqui é ótimo porque você não precisa gastar muito. Essa salada custa cinco euros (R$ 12) do outro lado da rua, mas em um restaurante normal, seria algo entre 10 e 15 euros (R$ 25 e R$ 37)", diz Sophie, que além da salada, levou também uma pizza de muçarela e rúcula, que está no microondas do Basis Bar.

O dono do Basis (que quer dizer Básico, em holandês) diz que não pensou em se beneficiar da crise quando criou o local, mas admite que vem notando um aumento no movimento recentemente.

"Temos pessoas que trazem sopa de casa. Basta colocar umas baguetes no forno e você pode ter uma noite agradável sem gastar muito", diz Michiel Zwart.

E os funcionários ainda lavam sua louça e reciclam as embalagens.

Culinária contra a crise

Do outro lado da cidade, Denise Dulcic, de 32 anos, nem cogita a possibilidade de comer fora.

Quando o governo cortou os gastos com educação para crianças com necessidades especiais, ela perdeu seu emprego como psicóloga infantil e ainda não conseguiu achar outro trabalho na área.

"Agora, cozinho para sobreviver. Eu tenho qualificações, mas não há mais empregos", diz ela, que decidiu fazer parte de um programa chamado "Mesa para Dois", em que as pessoas preparam sua própria comida e vendem as sobras.

Além disso, ela criou um negócio que combina culinária e terapia.

"É difícil conseguir pagar meu aluguel, que é muito alto. Cozinhar é minha paixão, mas eu estou fazendo isso porque é a única maneira de sobreviver."

Com os políticos holandeses em uma difícil negociação para cortar mais 9 bilhões de euros (RS 22 bilhões) do orçamento, cada vez mais pessoas no país vão ter de lutar para evitar ter suas vidas completamente transformadas pela crise.

Fonte: BBC Brasil

domingo, 22 de abril de 2012

SENADOR DEMÓSTENES NEGOCIOU DÍVIDA DA DELTA

Três diálogos captados pela Polícia Federal indicam que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) negociou para que a Prefeitura de Anápolis (GO) pagasse R$ 20 milhões à empreiteira Delta.

Tratava-se de dívida que, anteriormente, pertencia à Queiroz Galvão e que, segundo os áudios, foi "comprada" pela Delta por R$ 4,5 milhões. A prefeitura confirma a negociação, mas diz que a dívida ainda não foi paga.

O dinheiro se referia ao contrato de recolhimento do lixo, que já foi feito pela Queiroz Galvão e hoje está sob responsabilidade da Delta.

As conversas são usadas pela Procuradoria-Geral da República para apontar indícios de que Demóstenes seria "sócio oculto" da Delta.

Em diálogo gravado em 9 de julho de 2011, Demóstenes relatou a Cachoeira detalhes da reunião prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT).

Demóstenes disse a Cachoeira que o prefeito concordava em pagar 50% por meio de precatórios e negociar os outros 50% da dívida.

O senador afirmou que, em contrapartida, Gomide disse que queria "por mês tanto, que eu tô no fim da minha gestão e preciso ganhar a eleição". Cachoeira responde: "Ele só quer graça".

Na mesma conversa, Demóstenes diz a Cachoeira que o prefeito havia marcado um encontro com Claudio Abreu, então diretor da Delta no Centro-Oeste. "Ele pediu pro Claudio voltar a falar com ele de novo", disse Demóstenes.

PROPINA

Em outro diálogo, gravado três dias depois, Claudio Abreu conversou com Cachoeira e deu a entender que o prefeito pediu propina.

Abreu relatou a Cachoeira ter dito a Antonio Gomide: "Não dou conta de dar 10 mil procê, Antônio". O prefeito diz que os "10 mil" referiam-se a "asfalto" e que nunca falou sobre o assunto da dívida com Demóstenes.

No mesmo diálogo, Claudio Abreu relata a Cachoeira ter feito uma proposta ao prefeito: "Vamos combinar de encontrar com o Demóstenes? Vamos nós três tratar disso?". "Uai, pode marcar, não tem problema não, pode marcar", teria respondido o prefeito.

Abreu relatou ainda a Cachoeira que o prefeito estaria reclamando, pois não teria condições de pagar a dívida.

OUTRO LADO

O advogado do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), Antônio Carlos de Almeida Castro, diz que não faz comentários sobre gravações pontuais, pois o Supremo Tribunal Federal ainda irá decidir sobre a validade delas.

"Não estamos fazendo o enfrentamento pontual desses vazamentos, pois eles estão descontextualizados, manipulados e visam um pré-julgamento", afirmou a defesa.

"Como o Supremo decidirá sobre a validade ou não dessas escutas, a defesa se reserva o direito de não comentá-las, até para não validar e compactuar com o que julga inconstitucional, ilegal e espúrio", disse o advogado.

O prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT), disse que a dívida é de 2002 e 2003 e que ele assumiu em 2009.

"A própria empresa Queiroz Galvão nos procurou para um acerto, mas como está rolando na Justiça, resolvemos deixar na Justiça", afirma o prefeito, que negou que as gravações se tratem de pagamento de propina.

"Não tem nada disso. A conversa é muito clara. O Claudio veio aqui para dizer que a Delta tinha comprado a dívida e a Delta poderia fazer um deságio naquela época, por volta de R$ 12 milhões, se a prefeitura pudesse pagar sem entrar no precatório", afirmou o petista.

De acordo com ele, quando falava em "10 mil", referia-se a dinheiro "para fazer asfalto na cidade".

A Delta informou que "não tem conhecimento do fato". Diz que Claudio Abreu, que não foi localizado, foi demitido do cargo na empreiteira. "O fato, se ocorreu, surpreende a própria Delta."

A Queiroz Galvão negou que mantivesse vínculo com Claudio Abreu e Cachoeira. Em relação à dívida de Anápolis, a empresa informa que ajuizou ação de cobrança que tramita no Poder Judiciário.

Fonte: Folha

FRANCESES VÃO ÀS URNAS

Salários, pensões, impostos e desemprego são as principais preocupações dos eleitores

Já estão abertas as urnas para a eleição presidencial francesa deste domingo, marcada por uma forte preocupação com a crise na zona do euro e com o desemprego provocado por ela.

O presidente de centro-direita Nicolas Sarkozy busca a reeleição, sob o slogan de que só ele é capaz de preservar a "França forte".

Mas ele disputará voto a voto com o socialista François Hollande, que diz que "é a vez de a esquerda governar".

Sarkozy e Hollande são os favoritos para passar ao segundo turno, mas há no total dez candidatos. Se nenhum obtiver mais de 50% dos votos neste domingo, haverá a segunda votação, em 6 de maio.

Os primeiros resultados devem começar a ser divulgados após o fechamento das últimas urnas, às 18h GMT (15h em Brasília).

'Buy European'

Sarkozy, que ocupa a Presidência desde 2007, prometeu reduzir o grande deficit orçamentário francês e combater a evasão fiscal.

Ele também defende um ato chamado "Buy European" ("compre produtos europeus") para contratos públicos e ameaçou tirar a França da zona migratória comum europeia, alegando que alguns países-membros não têm feito o bastante para conter a imigração de não-europeus.

Já Hollande prometeu aumentar impostos sobre grandes corporações e pessoas que ganham mais de 1 milhão de euros por ano.

Também defendeu um aumento no salário mínimo, a contratação de mais 60 mil professores e a redução na idade para aposentadoria de alguns trabalhadores, de 62 a 60.

Se eleito, Hollande será o primeiro presidente esquerdista da França desde François Mitterrand, que cumpriu dois mandatos entre 1981 e 1995.

Nesse caso, Sarkozy seria o primeiro presidente a não vencer um segundo mandato desde Valery Giscard d'Estaing, em 1981.

Frustrações

Salários, pensões, impostos e desemprego são apontados como as principais preocupações dos eleitores franceses na atual votação.

E, na opinião de parte dos cidadãos, os candidatos falharam em apresentar soluções concretas para esses problemas, numa campanha de pouco brilho.

As frustrações com o estilo mais exibicionista de Sarkozy e com a imagem apagada de Hollande também favoreceram o crescimento de candidatos radicais.

Marine Le Pen, de extrema direita, deu fôlego à plataforma anti-imigração de seu partido, a Frente Nacional.

No outro lado do espectro político, Jean-Luc Melenchon, apoiado pelo Partido Comunista, ganhou adeptos entre os eleitores de extrema esquerda.

O centrista François Bayrou se postula pela terceira vez. Em 2007, ele ficou em terceiro lugar, com quase 19% dos votos.

A atual eleição presidencial já foi realizada no sábado nos territórios ultramarinos franceses. E, daqui a dois meses, os eleitores franceses voltam às urnas para as eleições legislativas.

Fonte: BBC Brasil

GOVERNO DILMA TEM APROVAÇÃO RECORDE

Apesar de a presidenta Dilma Rousseff ter batido mais um recorde de popularidade, seu antecessor ainda é o preferido da maioria dos brasileiros entrevistados. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo, Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro nome para os entrevistados para ser o candidato do PT ao Palácio do Planalto nas eleições presidenciais de 2014.

De acordo com a pesquisa, realizada nos dias 18 e 19 deste mês com 2.588 pessoas nos 26 Estados e no Distrito Federal, o governo de Dilma é avaliado como ótimo ou bom por 64% dos brasileiros. Em janeiro, a mesma pesquisa mostrava que 59% tinham o governo atual como bom ou ótimo. Há margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaApesar da alta popularidade do governo da presidenta, entrevistados acreditam que Lula deve disputar em 2014 (13/4)

Dos entrevistados, 29% disseram que Dilma faz um governo regular, enquanto outros 5% avaliam a atual administração como ruim ou péssima. Há três meses, 33% acreditavam em um governo regular de Dilma, enquanto 6% o consideravam ruim.

No entanto, quando perguntado quem deveria ser o candidato do PT para disputar o Planalto nas próximas eleições presidenciais, o antecessor de Dilma saiu na frente. Lula se mostrou o predileto de 57% dos brasileiros para disputar novamente a Presidência daqui a dois anos e meio. Enquanto outros 32% preferem a presidenta concorrendo em 2014, 6% acreditam que nenhum deles deve concorrer e 5% ficaram em dúvida.

Recorde

O índice de aprovação de 64% é o mais alto obtido por Dilma desde que tomou posse como presidenta, em 1º de janeiro de 2012. Além disso, trata-se da mais alta taxa de aprovação presidencial com um ano e três meses de mandato dentro do universo de pesquisas Datafolha. Enquanto na mesma época o governo Lula tinha 38% de aprovação, o tucano Fernando Henrique Cardoso apresentava 30%.

Fonte: IG

VETTEL VOLTA A VENCER


Depois de ser pressionado por Kimi Raikkonen durante boa parte do Grande Prêmio do Bahrein, Sebastian Vettel provou que está mesmo de volta à disputa na temporada 2012 da Fórmula 1. Neste domingo (22), o alemão da Red Bull conseguiu manter a primeira posição desde a largada e segurou os carros da Lotus, que fizeram ótima corrida e chegaram ao pódio, com Romain Grosjean em terceiro.

Sebastian Vettel vence no BahreinFelipe Massa conquistou seus primeiros pontos na temporada ao chegar na nona posição, após uma boa prova de recuperação. Bruno Senna não teve a mesma sorte. O brasileiro da Williams não conseguiu sair do pelotão de trás durante a corrida e acabou abandonando no final.

Mark Webber terminou na quarta posição com a Red Bull, seguido por Nico Rosberg, da Mercedes, que passou o britânico Paul di Resta, da Force India, nas voltas finais. Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Michael Schumacher completaram os dez primeiros em Sakhir.

Bom início de prova de Massa

Nenhuma das três primeiras posições do grid se alterou na largada da corrida. Vettel manteve a primeira colocação, seguido por Hamilton e Webber. Atrás deles, porém, muita coisa mudou. Jenson Button, Rosberg e Daniel Ricciardo largaram mal e perderam posições. Um dos destaques positivos foi Massa. O brasileiro da Ferrari pulou da 14ª posição para a nona. Depois de algumas ultrapassagens nas primeiras voltas, Massa chegou a ficar em sétimo.

Mas quem mais impressionou no início da prova no Bahrein foi Grosjean. O francês da Lotus, que largou em sétimo, foi ganhando posições e, na oitava volta, já estava em segundo, atrás apenas de Vettel. Raikkonen, seu companheiro, também teve grande início e assumiu a quinta posição – depois de largar em 11º – antes dos carros começarem a parar nos boxes.

Sebastian Vettel liderou de ponta a ponta e venceu o GP do Bahrein.      Foto: Getty Images

Depois das primeiras paradas nos boxes, poucas mudanças aconteceram. Apenas Hamilton, que, após uma falha da McLaren nos boxes, acabou perdendo bastante tempo e se afastou da briga no topo. Grosjean, que vinha em segundo, após o belo início, viu seu companheiro de equipe, Raikkonen, se aproximar, e perdeu a posição. A partir daí, o finlandês partiu para cima de Vettel na briga pela liderança.

A briga entre os dois foi emocionante, com Raikkonen bem perto de ultrapassar o alemão antes da segunda parada. O bicampeão mundial, porém, conseguiu manter a posição até parar nos boxes.

Um pouco mais atrás, Massa chegou perto de ultrapassar Alonso durante a prova, mas o espanhol soube manter sua posição. No fim do grid, pouca coisa mudou.Schumacher foi o único que conseguiu fazer uma boa prova. Após largar em 22º por ter trocado a caixa de câmbio, o alemão conseguiu chegar à décima posição no fim.

Vettel segura vantagem e mantém a vitória. Massa conquista seus primeiros pontos

A perseguição de Raikkonen em Vettel aumentou em emoção no final da prova. Faltando dez voltas para o final, o finlandês conseguiu se aproximar a pouco mais de dois segundo de Vettel. No final, porém, o atual bicampeão mundial conseguiu recuperar desempenho e manteve uma folga maior até chegar à vitória.

Grosjean completou o pódio, mantendo-se à frente de Webber, fechando as duas primeiras filas com Red Bull e Lotus. Rosberg pressionou muito no final e passou Di Resta, chegando à quinta posição.

Massa guiou com extremo cuidado e conseguiu confirmar a nona posição, se aproveitando no final da parada de Button nos boxes, que teve seu pneu furado e acabou abandonando. Outro que não conseguiu terminar a prova foi Senna, que recolheu para os boxes da Williams pouco antes do fim da prova.

A próxima corrida da temporada acontece na Espanha, no dia 13 de maio.

Veja como ficou a classificação final do GP do Bahrein:

1 – Sebastian Vettel (ALE) - Red Bull –57 voltas
2 – Kimi Raikkonen (FIN) - Lotus – a 3s3
3 – Romain Grosjean (FRA) - Lotus – a 10s1
4 – Mark Webber (AUS) - Red Bull – a 38s7
5 – Nico Rosberg (ALE) - Mercedes – a 55s4
6 – Paul di Resta (GBR) - Force India – a 57s5
7 – Fernando Alonso (ESP) - Ferrari – a 57s8
8 – Lewis Hamilton (GBR) - McLaren –a 58s9
9 – Felipe Massa (BRA) - Ferrari – a 1min4s9
10 – Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – a 1min11s4
11 – Sergio Pérez (MEX) – Sauber – a 1min12s7
12 – Nico Hulkenberg (ALE) - Force India – a 1min16s5
13 – Kamui Kobayashi (JAP) - Sauber – a 1min30s3
14 – Jean-Éric Vergne (FRA) - Toro Rosso – a 1min33s7
15 – Daniel Ricciardo (AUS) - Toro Rosso – a 1 volta
16 – Vitaly Petrov (RUS) - Caterham – a 1 volta
17 – Heikki Kovalainen (FIN) - Caterham – a 1 volta
18 – Timo Glock (ALE) - Marussia – a 2 volta
19 – Pedro de la Rosa (ESP) – HRT – a 2 volta
20 – Narain Karthikeyan (IND) – HRT – a 2 volta
21 – Jenson Button (GBR) - McLaren – Abandonou
22 – Bruno Senna (BRA) - Williams – Abandonou
23 – Pastor Maldonado* (VEN) - Williams – Abandonou
24 – Charles Pic (FRA) - Marussia – Abandonou

Fonte: IG

CACHOEIRA PLANTOU FALSA NOTÍCIA NA "IMPRENSA"

Afastado do cargo na esteira da “faxina” no Ministério dos Transportes, o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot lançou nesta sexta-feira, 20, a suspeita de que assessores do Palácio do

Planalto atuaram para derrubá-lo durante a crise na pasta, vazando informações de interesse da organização do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em entrevista ao Estado, Pagot afirma que o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, e o porta-voz da Presidência e do Palácio no Planalto, Thomas Traumann, repassaram dados de reunião sigilosa da presidente Dilma Rousseff com a cúpula dos Transportes, em 5 de junho de 2011, para o grupo de Cachoeira, cujos detalhes e frases, em seguida, foram reproduzidos pela revista Veja.

Pagot alega que, como diretor-geral do Dnit, afetou interesses da Delta Construções, o que teria motivado retaliação do grupo de Cachoeira. Ele cita, por exemplo, processo administrativo aberto contra a empreiteira no Dnit por irregularidades em obra da BR-116 no Ceará.

O inquérito da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que motivou a criação da CPI do Cachoeira no Congresso, indica que Noleto tem ligações com o grupo do contraventor, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País.

Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro. Noleto admite ter conversado com Wladimir Garcez, ex-presidente da Câmara de Goiânia e apontado como um dos principais aliados de Cachoeira, o qual teria conhecido entre 2001 e 2002, quando trabalhava na Prefeitura de Goiânia.

Faxina. A reportagem da Veja desencadeou a chamada faxina no Ministério dos Transportes, com o afastamento e exoneração da cúpula da pasta devido a uma série de denúncias de corrupção. Pagot e demais dirigentes da área no governo deixaram os respectivos cargos.

Quase um ano depois, grampos da Polícia Federal, obtidos na Operação Monte Carlo, mostram Cachoeira e o ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu conversando sobre o vazamento das informações ao jornalista Policarpo Júnior, da Veja. “Enfiei tudo no r… do Pagot”, declarou Cachoeira, em grampo que consta no inquérito da PF.

“Se vazaram (informações detalhadas da reunião para a revista), tinha duas pessoas que tinham trânsito com o Policarpo. Uma se chamava Thomas Traumann, que tinha trabalhado junto (com o jornalista) na Veja e trocava informações. A outra pessoa era Olavo Noleto, que circulava com desenvoltura e participou dessa reunião”, afirmou Pagot.

O ex-diretor se disse surpreso com a divulgação das recentes gravações, que revelaram uma “negociata” para derrubá-lo. Questionado sobre as razões dos assessores do Planalto para tirá-lo do Dnit, foi evasivo: “O porquê (dos vazamentos) não sei: se fizeram isso de caso pensado, se fizeram sob o comando do governo, se estavam fazendo como aloprados do PT, não sei”, afirmou, ponderando não ter provas.

Pagot disse que Noleto, que é de Goiás, seria amigo de Cachoeira e Abreu, frequentando festas na casa do ex-diretor da empreiteira. “Essa figura (Noleto) é uma figura singela, um gordinho amigo, mas é tido nos bastidores como ‘pau de dar em doido’, ‘pau para toda obra’. É um cara partidário e que está sempre a fim de fazer alguma esparrela. Lembra do caso dos aloprados? Sempre tem um cara do PT a fim de fazer alguma sacanagem”, comentou.

Assim que apareceu nas gravações da Monte Carlo, Noleto alegou que negociou com o ex-vereador Wladimir Garcez apoio do senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM) à candidatura da presidente Dilma em 2010, o que não se concretizou.

Pagot afirmou que as investigações da Polícia Federal e da CPI do Cachoeira vão revelar sob encomenda de quem agiram Cachoeira e Abreu. E se houve ordem do Planalto na suposta operação para prejudicá-lo. Segundo ele, o governo se pautou por uma reportagem “mentirosa” ao desencadear a “faxina” nos Transportes. “O Planalto se aproveitou para exonerar o PR e o Pagot. Fui leal ao governo”, reclama.



Fonte: Estadão