segunda-feira, 16 de abril de 2012

JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE PM SUSPEITO DE ESTUPRO

O plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio decretou nesta segunda-feira a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar Frank Cimar Barbosa de Oliveira Souza, 39, suspeito de sequestrar e estuprar uma estudante de 21 anos na madrugada de domingo (15) em Campo Grande, zona oeste do Rio. Na ocasião, o PM foi detido, mas conseguiu fugir pela porta da frente da delegacia.

Policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) afirmam que os dois PMs que conduziram o cabo até a unidade vão responder pelos crimes de favorecimento pessoal e facilitação de fuga. A polícia afirma que os PMs deveriam ter feito a escolta do colega detido, que sequer foi algemado.

Segundo policiais da delegacia de Campo Grande, a vítima voltava da casa do namorado, acompanhada dele, quando foi abordada pelo PM. Como ela estava sem documentos, o cabo afirmou que a levaria em seu carro para uma delegacia.

O namorado da jovem suspeitou da abordagem e, junto com o irmão dela, percorreu as imediações. A estudante foi encontrada pela polícia no carro do acusado, em uma rua próxima.

Ainda durante a madrugada, ela foi levada para o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande. Ela também foi encaminhada para o IML (Instituto Médico Legal), onde exames confirmaram o estupro.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, pediu empenho ao comandante geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, para prender o PM. Em nota oficial, Beltrame diz que considerou o episódio gravíssimo e determinou à Corregedoria Geral Unificada que acompanhe as investigações sobre o caso.

A Polícia Militar afirmou que abriu procedimento para investigar o envolvimento do cabo Oliveira na denúncia de estupro registrada na 35ª DP (Campo Grande). Policiais militares do serviço reservado do 17º Batalhão (Ilha do Governador), onde o PM trabalha, e também da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar estão nas ruas à procura dele.

O cabo estava no carro particular dele, um Siena preto, que foi apreendido pela Polícia Civil. Na abordagem, ele teria mostrado a carteira da PM para o casal. Até as 17h, ele permanecia foragido.

A reportagem não conseguiu localizar advogados ou familiares do policial na tarde desta segunda-feira.

Fonte:folha

MERCADO PREVÊ SELIC DE 9%

O mercado financeiro firmou as previsões para o corte de 0,75 por cento na Selic, atualmente em 9,75 por cento ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do dia 18 deste mês, mostrou o relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira.

Além disso, pela mediana dos especialistas consultados, foi mantida a projeção de que a taxa básica de juros permanecerá neste nível até o fim do ano.

Recentemente, uma parte do mercado começou a estimar que a autoridade monetária poderia fazer mais um corte de 0,25 por cento na Selic no encontro de maio do Copom, mesmo com a sinalização clara dada pelo BC de que a levaria para 9 por cento ao ano.

Para a inflação, as estimativas do Focus apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará o ano em 5,08 por cento, ante 5,06 por cento no relatório da semana passada.

Para o IPCA em 12 meses, as projeções também subiram, para uma alta de 5,47 por cento, ante 5,44 por cento na semana passada. Já as estimativas para 2013 foram mantidas em 5,50 por cento.

A previsão do BC, que consta no Relatório Trimestral de Inflação divulgado no final de março, é de que o IPCA ficará em 4,4 por cento neste ano, pelo cenário de referência -com juros constantes em 9,75 por cento e dólar a 1,75 real. Para o próximo ano, o BC estima inflação de 5,2 por cento.

A meta oficial de inflação é de 4,5 por cento no ano, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em março, o IPCA subiu menos do que o esperado, com alta de 0,21 por cento no mês e 5,24 por cento no acumulado em 12 meses, ante 5,85 por cento nos 12 meses até fevereiro.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as projeções do relatório Focus apontam uma expansão de 3,20 por cento neste ano, a mesma do relatório da semana passada. Já a estimativa para 2013 subiu a 4,30 por cento, ante 4,20 por cento no relatório anterior.

A taxa de câmbio prevista no relatório Focus para o fim de 2012 é de 1,80 real por dólar, ante 1,78 real na semana passada. Na sexta-feira, o dólar fechou a 1,8400 real para venda, a maior cotação desde 6 de janeiro, em alta de 0,55 por cento.

Fonte: Reuters

ALEMÃO CHAMA A POLÍCIA APÓS MULHER EXIGIR MAIS SEXO

Um alemão de 43 anos chamou a polícia depois de sua parceira trancá-lo no quarto e exigir mais sexo.

O caso ocorreu em Munique, ganhou destaque nos jornais locais e chamou a atenção da imprensa internacional.

De acordo com a polícia da cidade, o homem se refugiou no balcão do apartamento e pediu ajuda por telefone.

O casal teria se conhecido em um bar e concordado em fazer sexo casual na casa da mulher, de 47 anos.

Segundo a revista Stern, o homem contou à polícia ter feito sexo com a mulher várias vezes.

Já satisfeito, porém, ele se viu impedido de deixar o quarto, trancado pela parceira, que queria mais sexo, segundo informou a agência de notícias DPA.

A mulher poderá ser processada por coação e cárcere privado.

Fonte: BBC Brasil

ADVOGADA BRASILEIRA É PRESA NA IRLANDA DO NORTE POR GERENCIAR BORDEL

Duas mulheres, uma delas uma advogada brasileira, foram presas e condenadas a uma sentença de dois meses após terem admitido que gerenciavam um bordel em Belfast, na Irlanda do Norte.

Corte de Magistrados de Belfast (Albert Brdige - geograph.org.uk)
A brasileira Natacha Pociana, de 32 anos, e a portuguesa Sofia Matas, de 35, foram detidas na quinta-feira em um apartamento de Belfast.

Elas admitiram ao serem interrogadas pela polícia que estavam trabalhando como prostitutas e que gerenciavam o prostíbulo que funcionava no apartamento, juntamente com Robert James Weir, um homem de 53 anos.

As duas mulheres teriam caído aos prantos na Corte dos Magistrados de Belfast neste sábado, quando o juiz leu suas sentenças.

Um advogado da promotoria disse que durante buscas no apartamento foram encontrados ''uma grande quantidade de adereços sexuais''.

Robert James Weir, que também está preso, tinha uma acusação prévia envolvendo prostituição datada de 2007 e a polícia acredita que ele era o principal responsável pelo prostíbulo e que as duas mulheres trabalhavam para ele.

Fonte: BBC Brasil

VEJA TENTA SE DEFENDER AO MISTURAR-SE COM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Por Luiz Carlos Azenha

Por dever de ofício, li o texto de capa de revista que tenta provar que investigar os crimes do Carlinhos Cachoeira, no Congresso, é um atentado à liberdade de expressão.

O que chamou minha atenção foi a frase abaixo, que interpretei como defesa do uso de fontes-bandidas:

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido. A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Registre-se, inicialmente, a tentativa dos autores de usar os promotores de Justiça como escada. Tentam sugerir ao leitor que o esforço da revista, ao dar espaço em suas páginas a fontes-bandidas, equivale ao dos promotores de Justiça.

Sonegam que existe uma diferença brutal: os promotores de Justiça usam a delação premiada para combater o crime. Os criminosos que optam pela delação premiada têm as penas reduzidas, mas não são perdoados. E a ação ajuda a combater um mal maior. Um resultado que pode ser quantificado. O peixe pequeno entregou o peixe grande. Ambos serão punidos.

O mesmo não se pode dizer da relação de um jornalista com uma fonte-bandida. Se um jornalista sabe que sua fonte é bandida, divulgar informações obtidas dela não significa, necessariamente, que algum crime maior será evitado. Parece-me justamente o contrário.

O raciocínio que qualquer jornalista faria, ao divulgar informações obtidas de uma fonte que ele sabe ser bandida, é: será que não estou ajudando este sujeito a aumentar seu poder, a ser um bandido ainda maior, a corromper muito mais?

Leiam de novo esta frase: As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

Não necessariamente. Ele não tem qualquer garantia de que as informações são verdadeiras se vieram de um corrupto. Que lógica é esta?

O policial que não estava lá mas gravou a conversa que se deu durante um ato de corrupção provavelmente vai fornecer uma versão muito mais honesta sobre a conversa do que os corruptos envolvidos nela.

O repórter que lida com alguém envolvido em um ato de corrupção sabe, antecipadamente e sem qualquer dúvida, que a informação passada por alguém que cometeu um ato de corrupção atende aos interesses de quem cometeu o ato de corrupção. Isso, sim, é claro, não que as informações sejam necessariamente verdadeiras.

O repórter sabe também que, se os leitores souberem que a informação vem de alguém que cometeu um ato de corrupção, imediatamente perde parte de sua credibilidade. Não é por acaso que Carlinhos Cachoeira, o bicheiro, se transformou em “empresário do ramo de jogos”.

É por saber que ele era um “mau cidadão” que a revista escondeu de seus leitores que usava informações vindas dele. Era uma fonte inconfessável.

Não foi por acaso que Rubnei Quicoli, o ex-presidiário, foi apresentado como “empresário” pela mídia corporativa quando atendia a determinados interesses políticos em plena campanha eleitoral. A mídia corporativa pode torturar a lógica, mas jamais vai confessar que atende a determinados interesses políticos.

Carlinhos Cachoeira não é, convenhamos, nenhum desconhecido no submundo do crime. Vamos admitir que um repórter seja usado por ele uma vez. Mas o que dizer de um repórter usado durante dez anos, por uma fonte que ele sabe ser bandida?

Sim, porque o texto, sem querer, é também uma confissão de culpa: admite que a revista se baseou em informações de um “mau cidadão”. Ora, se a revista sabia tratar-se de um “mau cidadão” e se acreditava envolvida em uma cruzada moral para “limpar a sociedade” de “maus cidadãos”, não teria a obrigação de denunciá-lo?

Concordo que jornalistas não têm obrigação de dar atestado de bons antecedentes a todas as suas fontes.

Mas onde fica a minha obrigação de transparência com meus leitores se divulgo seguidamente informações que sei serem provenientes de um “mau cidadão”? Qual é o limite para que eu seja considerado parceiro ou facilitador do “mau cidadão”?

Se imperar, a lógica da revista será muito conveniente para aqueles policiais presos por associação ao crime.

Tudo o que terão de dizer, diante do juiz: “Ajudei a quadrilha de assaltantes de bancos, sim, doutor, matando e prendendo os inimigos deles. Mas foi para evitar um mal maior, meritíssimo: uma quadrilha que era muito mais bandida”.

À CPI, pois.

Fonte: Viomundo

DEMÓSTENES DEFENDEU INTERESSES DE CACHOEIRA NO MINISTÉRIO PÚBLICO DE GOIÁS

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo mostram que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) também defendeu interesses do empresário Carlos Cachoeira no Ministério Público de Goiás.

O caso envolve o irmão do senador e procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres. As gravações foram reveladas pelo jornal “Correio Braziliense”.

O senador também é acusado de ter utilizado seu mandato para beneficiar os negócios de Cachoeira e responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado.

Segundo o jornal, as gravações, feitas com autorização judicial, mostram que o senador teria garantido ao bicheiro interferência no Ministério Público de Goiás.

Em diálogos do dia 16 de maio, Cachoeira pediu que o senador intercedesse contra uma transportadora que estaria incomodando o empresário.

Cachoeira, em outra conversa, pede a Demóstenes que acione Benedito Torres para receber um vereador de Goiânia para falar sobre a licitação de um parque na capital do Estado. Os áudios revelam que Demóstenes desconfiou que estava sendo seguido.

As interceptações envolvem ainda Ronald Bicca, que deixou o cargo de procurador-geral do Estado de Goiás na sexta-feira. O jornal mostrou que Cachoeira ordenou que um assessor pedisse a Bicca parecer favorável em um processo administrativo contra um delegado.

A defesa de Demóstenes alega que o Benedito Torres sabia que o senador estava sendo investigado, mas não alertou o irmão. “Isso mostra a independência do Benedito Torres”, disse o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.

O advogado deve entregar a defesa de Demóstenes ao Conselho de Ética no dia 25. Kakay vai argumentar que a denúncia não pode se basear em recortes de jornais. Ele disse ainda que não pretende rebater os áudios vazados por considerar que foram obtidos de forma ilegal.

Fonte: Boainformacao.com.br

CACHOEIRA JÁ COMANDOU EMPRESAS EM MINAS GERAIS

O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso durante a Operação Monte Carlo, tem em Minas Gerais um importante território para a operação dos seus negócios ilegais com o jogo. Cachoeira, assim como seu parceiro, o senador goiano Demóstenes Torres (sem partido), montou empresas no estado em diversas áreas de atuação, há mais de duas décadas, em Uberlândia, no Triângulo mineiro, e em Araxá, no Alto Paranaíba, além de Belo Horizonte. O bicheiro, acusado também de corrupção e formação de quadrilha, já esteve à frente de seis empresas no estado, mas atualmente toca apenas uma delas, a filial da Bet Capital, instalada em Araxá, onde aparece como representante legal . Essa empresa abocanhou um contrato milionário com a prefeitura, já encerrado, mas ainda sob investigação do Ministério Público Estadual por suspeita de superfaturamento na prestação dos serviços.

De acordo com relatório da Procuradoria da República em Goiás, pelo menos 4% dos negócios do contraventor, que já foi dono de, no mínimo, 59 empresas em todo o país, sendo 38 ativas, é movimentado em Minas. No entanto, interceptações telefônicas, feitas pela Polícia Federal com autorização judicial revelam que as empresas legais serviam, na verdade, para ocultar as transações com as máquinas caças-níqueis. Em um diálogo, em julho do ano passado, Lenine Araújo de Souza, sócio da empresa Capital, em Araxá, conversa com um parente de Cachoeira sobre uma comissão de 30% paga a donos de caças-niquéis e um sistema de gerenciamento dos jogos que estava sendo implantado em Uberlândia.

Em outra interceptação, Idalberto Matias, conhecido como Dadá, araponga de Cachoeira, conversa com uma pessoa identificada apenas como professor sobre o esquema de jogos na capital mineira. Na conversa, o “professor” diz a Dadá que vai viajar a Belo Horizonte para se encontrar com uns políticos, “gente forte da área lá” para resolver uma pendência. O inquérito da PF não traz detalhes sobre o negócio.

Escândalo

Desde 2000, Cachoeira vem sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPMG). A Promotoria de Combate ao Crime Organizado do MPMG iniciou uma devassa nos negócios dele em Minas, mas decisão do Conselho de Procuradores barrou a iniciativa, por entender, que as investigações de contravenção penal, são de responsabilidade do Juizado Especial Criminal. Em 2003, o bicheiro foi protagonista de um escândalo em Minas por operar, sem licitação, jogo da Loteria do Estado de Minas Gerais por meio da Jogobrás do Brasil Ltda, empresa que pertencia a ele.

Documento elaborado pela Assessoria de Planejamento e Coordenação da Loteria Mineira, em julho de 2000, revela que o contrato firmado causou um prejuízo da ordem de R$ 286.254.760 durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB).

Os negócios e as relações políticas de Cachoeira, em Goiás e Minas, tiveram a força de atrair até Goiânia uma comissão de deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), para conhecer uma iniciativa de projeto de lei para regulamentar a jogatina naquele estado. Na ocasião, em 2002, a comissão foi recepcionada pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, o então promotor de Justiça Demóstenes Torres, no governo de Marconi Perillo (PSDB). Hoje, o senador e Perillo (PSDB), que retornou ao governo de Goiás no ano passado, são suspeitos de beneficiar o bicheiro Carlinhos Cachoeira, conforme investigação da Procuradoria da República daquele estado. A iniciativa dos parlamentares mineiros, no entanto, não rendeu os frutos desejados. O MPMG, depois da acusação de envolvimento do então procurador-geral de Justiça de Minas Márcio Decat com a jogatina, fez uma dura investida contra os bingos, caça-níqueis e jogo de bicho, enterrando a possibilidade de legalização da contravenção.

Fonte: Estado de Minas